IAP autuará prefeitura por corte no Bosque
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terça-feira, 15 de novembro de 2011
Michelle Aligleri <br> Reportagem local 
A Prefeitura de Londrina será autuada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) por conta do corte de árvores no Bosque, área de lazer localizada na Área Central. De acordo com o coordenador do IAP em Londrina, Andrew Pinheiro, o município precisava da aprovação do órgão para executar o trabalho porque são árvores nativas. ''Existem ações de interesse público que são passíveis de autorização, mas precisam passar pelo IAP. Da maneira como os cortes aconteceram é passível de autuação e será autuado'', disse. Ele afirmou que a partir de amanhã será avaliado o que aconteceu no Bosque e o assunto será levado ao Ministério Público. ''Eles devem avaliar a questão do crime ambiental.''
O município não apresentou projeto ao IAP propondo os cortes porque, de acordo com o secretário de Governo, Marco Cito, a Secretaria do Ambiente não precisa de autorização.
O corte de árvores é motivo de protestos diários no Bosque desde sábado. No final da tarde de ontem um grupo de cerca de 40 pessoas se reuniu no local e discutiu o assunto. Moradores vizinhos e pessoas que passavam pelo local também se manifestaram contrariamente ao corte de árvores. De acordo com Gisele Almeida, uma das integrantes do grupo, está programado para hoje, às 15 horas o plantio de várias mudas de árvores nativas onde havia os ipês. ''Queremos trazer uma reflexão sobre o meio ambiente e estimular o pensamento das pessoas em busca de resultados positivos para a cidade'', afirmou.
Conforme Gisele, amanhã o grupo estará no local para impedir a retirada das árvores que ainda restam e que serão plantadas hoje. ''Se preciso nos acorrentaremos às árvores'', garantiu.
De acordo com Cito, apesar das manifestações as obras vão continuar normalmente. ''Temos um grupo que infelizmente está desinformado com relação ao corte das 17 árvores, porque retiramos 17 mas plantamos 80 árvores, só no Bosque'', afirmou. Ele disse que as palmeiras serão retiradas e plantadas em outro local. Sobre as críticas à abertura da rua, Cito afirmou que os antagonismos fazem parte. ''A necessidade da abertura da rua é uma questão técnica. Houve a escuta de parte da população daquela região e a prefeitura teve que tomar uma decisão'', completou.
Com relação à informação publicada pela FOLHA no dia 12 de novembro, referente à instalação de vagas de embarque e desembarque de ônibus na Rua Piauí, Cito disse que por enquanto a proposta ''não passa de um projeto que pode ou não ser aprovado pelo prefeito. Misturaram o que era hipotético do que está aprovado'', concluiu. Ele afirmou que o que está sendo realizado atualmente pela secretaria de Obras é a abertura da rua, alargamento das calçadas, revitalização da área e reorganização das mesas de xadrez.
Ouça trechos da entrevista de Marco Cito à FOLHA:


