IAP autoriza corte de árvores no Bosque
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quarta-feira, 05 de dezembro de 2012
Aline Vilalva e Érika Gonçalves <br>Reportagem Local 
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) autorizou o corte de cinco árvores do Bosque Marechal Cândido Rondon, no centro de Londrina. Na manhã de ontem, sete árvores foram analisadas por uma equipe do IAP por oferecerem risco. Entre elas, um eucalipto que fica ao lado da passagem de pedestres, na continuidade da Rua Piauí e ameaça cair sobre o passeio, e outra árvore da mesma espécie localizada na Rua Pará e que, se cair, fechará a via.
A assessoria de imprensa do IAP, em Curitiba, informou que foram autorizadas o corte de apenas cinco das sete árvores porque duas não estão oferecendo risco. ''Não podemos autorizar o corte sem necessidade'', afirmou a assessoria.
O Instituto pedirá ao Secretário Muncipal de Ambiente (Sema) plantar algumas árvores para compensar as que forem retiradas. O número e as espécies serão definidas provavelmente nesta semana. Pode ser o plantio das mesmas espécies que forem cortadas ou de outras nativas. O biólogo e diretor da Sema, Paulo Cezar Dolibaina, informou que aguarda a comunicação oficial do IAP para realizar o corte.
Limpeza
A Sema deu início ontem de manhã às obras de manutenção do Bosque. Segundo o secretário do Ambiente, Gilmar Domingues, nesta primeira etapa serão feitos trabalhos apenas de manutenção, como capina e varrição, além da retirada do lixo.
''O Bosque está carente de manutenção, por isso começamos por esse ponto, enquanto aguardamos o plano de manejo, que irá definir outros pontos, como melhoria nas áreas de lazer e retirada da trilhas, além do plantio de novas árvores'', explicou o secretário. ''Funcionários da Sema e da CMTU estão retirando o lixo, troncos e galhos velhos. Também estamos fazendo a reposição de flores e o cronograma de rega das plantas'', acrescentou.
Domingues afirmou que ainda ontem o orçamento para execução do plano de manejo seria encaminhado para a Secretaria de Gestão Pública. Depois que for aprovado o orçamento uma empresa será contratada para realização do plano de manejo. O Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma) havia deliberado na última reunião a realização do estudo, financiado com recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente (FMMA). Há mais de R$ 700 mil para serem utilizados em projetos ambientais.
A população também poderá opinar sobre o que deseja que seja feito no Bosque. ''Ouviremos as sugestões e veremos o que é possível fazer, de acordo com a lei, já que se trata de uma Área de Proteção Permanente (APP)'', destaca o secretário. O plano de manejo vai nortear as obras de revitalização do espço.


