O escritório regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Irati, região Sul do Estado, apreendeu na madrugada de ontem um comboio composto por seis caminhões que transportavam irregularmente toras de araucária. Os fiscais do IAP acreditam que o carregamento vinha de Inácio Martins (54 km ao sul de Guarapuava). A abordagem foi feita na localidade de Itapará, cerca de 40 km do centro de Irati. Juntos, os seis caminhões transportavam 250 toras de araucária de vários diâmetros, que somados representam 45 metros cúbicos.
Os proprietários dos veículos foram multados em R$ 21 mil por transporte e comercialização ilegal de madeira. Eles têm um prazo de 20 dias para recorrer da multa. O IAP preferiu não divulgar o nome dos envolvidos, mas revelou que os proprietários dos veículos são de Ponta Grossa, Irati e Paulo Freitas. Os seis motoristas foram presos em flagrante e, na manhã de ontem, foram colocados à disposição da Justiça, onde foram enquadrados em termo circunstanciado mediante aplicação de pena alternativa.
Segundo o chefe do escritório do IAP em Irati, Adalberto Carlos Urbanetz, a apreensão foi feita graças a uma denúncia recebida pelo IAP na última quinta-feira. O denunciante teria afirmado que a madeira foi retirada da fazenda Madeiriti, que hoje encontra-se ocupada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Ainda segundo informações de Urbanetz, junto com os motoristas estavam dois integrantes do movimento, que podem ser mantidos presos, já que a acusação contra eles seria de roubo de madeira, e não somente de transporte ilegal.
Urbanetz acredita que as toras de araucária estavam sendo levadas para o município de Imbituva onde existem várias madeireiras.
Também ontem foi apreendida em Palmeira (40 km ao sul de Ponta Grossa) um caminhão que transportava toras de araucária utilizando selos de autorização para transporte de pinus. O IAP multou o proprietário do caminhão pelo uso indevido de selos e a serraria que receberia a madeira, em R$ 1.750,00 cada.
Na próxima segunda-feira, o IAP deve aplicar mais duas multas cujo valor ainda não está definido. Uma multa para o proprietário da mata onde a madeira foi retirada. E outra contra a serraria, por ter recebido o material sem autorização para corte.

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