Equipes do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) apreenderam, numa operação realizada no final de semana, quase três mil metros de rede de pesca, duas tarrafas, cinco espinheis com mil metros de corda, 250 anzóis e 18 bóias. No sábado, três equipes formadas por fiscais do instituto, policiais florestais e o chefe regional do IAP, Ney Paulo Pereira, percorreram as represas Capivara nos municípios de Porecatu, Primeiro de Maio e Alvorada do Sul e Taquaruçu, em Porecatu, Lupionópolis e Centenário do Sul.
Segundo o agente fiscal do Instituto Ambiental do Paraná, Luiz Lopes, aproximadamente 50 pescadores foram abordados e destes, entre seis e oito estavam em situação irregular. A maioria dos pescadores, donos das redes apreendidas, não foi encontrada. Apenas dois pescadores receberam notificação com multa de R$ 1,5 mil. Este é o valor mínimo aplicado neste caso. Agora, os notificados têm 20 dias para recorrer.
Pereira explicou que muitos são caracterizados como ''pescadores ausentes'', porque fogem quando percebem a presença dos fiscais. Foi a primeira operação realizada desde que Pereira assumiu a chefia do instituto, há aproximadamente duas semanas. ''Fiquei surpreso com o resultado'', confessou.
O chefe do IAP prometeu que ''será implacável com os poluidores, caçadores e pescadores''. Pereira afirmou que as operações serão intensificadas e poderão acontecer a qualquer dia e horário. ''Precisamos trabalhar pela preservação do meio ambiente'', justificou. De acordo com Pereira, as redes serão incineradas ainda nesta semana.
O período da piracema época de reprodução dos peixes termina dia 15, mas a pesca com redes só é permitida para pescadores profissionais. Por isso, a fiscalização continuará abordando os pescadores amadores que estejam em situação irregular.

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