O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) divulga hoje o valor multa que vai ser aplicada à Petrobras pelo vazamento de óleo diesel em Paranaguá, na sexta-feira. Ela vai ser baseada em relatório das inspeções feitas na área atingida. Cerca de 450 litros teria escapado do terminal da Transpetro, subsidiária da estatal que faz o bombeamento para a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba.
Amostras com água da baía de Paranaguá foram enviadas ontem para análise no Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). Os resultados farão parte do relatório que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vai apresentar para definir o valor da multa. As análises não têm prazo para ficar prontas.
Caso necessitar de mais exames, o representante estadual do Ibama, Luiz Antônio de Melo, disse que irá recorrer ao laboratório do curso de Oceanografia da Universidade de São Paulo (USP). ‘‘Vamos fazer a contagem de óleos e graxas contidas na água. Se não houver consenso, vamos recorrer para outros laboratórios. Vamos fazer um comparativo entre as áreas livres do vazamento com a região poluída.’’
A Petrobras sustenta que 450 litros de óleo vazaram do terminal da Transpetro, sendo que apenas 50 litros teriam chegado ao mar. Uma organização não-governamental (ONG) que acompanha o caso cobra mais transparência nos planos de contenção a acidentes ambientais. O diretor da Sociedade de Proteção à Vida Selvagem (SPVS), Clóvis Borges, acha que é preciso mensurar os riscos que a Baía de Paranaguá corre em caso de desastres ecológicos causados por empresas que lidam com produtos químicos.

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