Ibiporã O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) ainda não sabe exatamente quais os danos causados pelo descarrilamento de quatro vagões de um trem, ocorrido anteontem, em Ibiporã (14 Km a leste de Londrina). Uma análise mais aprofundada das consequências do acidente só poderá ser feita após remoção dos vagões que carregavam combustível. Funcionários da América Latina Logística (ALL), operadora que administra a malha ferroviária no Estado, passaram toda a madrugada e dia de ontem trabalhando no local do acidente.
O fiscal do IAP, Teodoro Kuwabara, que vem acompanhando os trabalhos, esclareceu que a demora para remoção dos vagões não deverá prejudicar a análise do terreno. Ele lembrou que, a princípio, vazaram somente 100 litros de combustível. Cada vagão carregava, em média, 60 mil litros, o que poderia ter causado um desastre ambiental de grandes proporções se ocorresse um vazamento completo. Ele acrescentou que seria precipitado falar em multa ambiental nesse momento.
Logo após o acidente, cerca de 50 operários da ALL iniciaram o trabalho de recuperação dos dormentes e dos trilhos do trecho. Na noite de anteontem, foi realizada transferência da carga para outros vagões-tanques de dois compartimentos, que estavam carregados com gasolina. O transbordo foi feito a noite porque as altas temperaturas registradas durante o dia poderiam ser um fator de risco.
Na tarde de ontem, com o auxílio de um vagão-guincho, esses dois vagões estavam sendo recolocados nos trilhos. Enquanto isso, a carga de óleo diesel, com menor poder de explosão, era transbordada. A previsão era de que os trabalhos continuariam até a madrugada de hoje. Uma comissão de sindicância interna da empresa investigará as causas do acidente.

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