Diretoria e gestores do Hospital Zona Sul (HZS), em Londrina, reúnem-se hoje para discutir levantamento feito pelo departamento de psicologia da instituição sobre as principais demandas dos funcionários. A ideia, de acordo com o diretor-geral Wilson Battini, é investigar as principais dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores e acatar sugestões para minimizar os problemas, inclusive decorrentes da constante superlotação que acomete o complexo hospitalar.
Reportagem da FOLHA publicada no último sábado revelou que o Zona Sul, após a reconstrução que viabilizaria aumentar a oferta de 41 leitos para 130, continua trabalhando com capacidade reduzida por falta de funcionários. Atualmente são 46 leitos em funcionamento. Concurso realizado em 2009 está em fase de espera do decreto autorizando a nomeação dos aprovados.
Uma funcionária que não quis se identificar procurou a FOLHA, ontem, para denunciar as condições de trabalho. Segundo a técnica em enfermagem, eles cumprem jornadas que extrapolam 12 horas e ainda precisam migrar entre os setores para cobrir atendimento quando há excesso de pacientes. ''Muita gente está ficando doente, o que piora a situação, porque é alto o número de atestados médicos.''
Battini concordou que os funcionários trabalham em ''ritmo acelarado'', mas disse desconhecer situações de excesso de carga horária. Segundo ele, a situação está mais complicada nos últimos dias por causa do fechamento do Pronto-Socorro (PS) do Hospital Universitário (HU).
Battini diz esperar que o relatório ajude a minimizar o impacto do excesso de trabalho sobre os colaboradores. ''Temos que equacionar um hospital que está saindo de 46 para 130 leitos. A solução ideal é a chegada de novos funcionários.''
Defasagem
A coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores de Saúde Pública do Paraná (SindSaúde), Elaine Rodella, informou que a categoria vive a expectativa da nomeação dos novos servidores. Amanhã, segundo ela, está prevista a nomeação dos aprovados para o Hospital Regional do Litoral. ''Logo depois, esperamos que sejam nomeados os novos funcionários do Zona Sul e do Zona Norte, em Londrina.''
Segundo Elaine o setor enfrenta desafasagem de 20 anos na realização de concursos. ''Nesse período, o único que aconteceu foi em 2004, para substituição de terceirizados.'' As consequências da falta de funcionários, segundo ela, são o estresse, a maior ocorrência de acidentes, a desmotivação e os afastamentos. ''Além disso, o serviço oferecido aos usuários acaba sendo de menor qualidade.''

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