O Hospital Anísio Figueiredo, mais conhecido como Hospital da Zona Norte (HZN), em Londrina, está fazendo o levantamento de sua emissão de carbono durante o ano de 2007. O objetivo é calcular o total de CO2 emitido e compensá-lo com a plantação de árvores nativas. O projeto, denominado Hospital Carbono Neutro, tem o apoio do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que vai fornecer as mudas, e entrou em prática no dia 9.
A previsão é de que ainda em fevereiro a quantidade de mudas já esteja definida e seja plantada pelos 290 funcionários do hospital, aproveitando a época das chuvas. O local do plantio ainda não foi definido, mas estuda-se alguma área na própria Zona Norte ou na Mata dos Godoy. ''Somos o primeiro hospital público do país a compensar as emissões de carbono'', anuncia o diretor geral do HZN, Elzo Augusto Carreri, comentando que se inspirou na iniciativa da Assembléia Legislativa do Paraná de neutralizar as emissões de gás carbônico.
No levantamento das emissões, assessorado por técnicos do IAP, entram os cinco veículos do hospital (sendo duas ambulâncias), os meios de transporte dos funcionários (seja particular ou transporte coletivo), os equipamentos hospitalares e de laboratório, a energia elétrica consumida (a fatura é de R$18 mil mensais) e a própria atividade humana dos funcionários. ''Tudo isso vai ser convertido em uma tabela e até 10 de fevereiro já devemos ter o número de mudas necessárias'', explica Carreri. Segundo o diretor, só uma das ambulâncias percorreu, em 2007, 37 mil quilômetros e, com isso, emitiu duas toneladas de CO2 - o que gera a necessidade do plantio de quatro árvores.
Segundo ele, embora o principal objetivo do HZN seja combater o aquecimento global, a atitude também trará resultados positivos à própria saúde da população. ''A função do hospital é cuidar da doença, mas dificilmente ele cuida da saúde. Estamos valorizando a prevenção, já que plantando árvores propiciamos um clima melhor e a população pode ter uma saúde melhor'', explica, lembrando ainda que a ação pode contribuir para a criação de uma consciência ambiental e para incentivar a comunidade em geral a fazer o mesmo.
Em relação à preservação ambiental, o hospital põe em prática ainda um plano de gerenciamento de resíduo de saúde, otimizando a reciclagem de lixo. E pretende substituir alguns equipamentos antigos que consomem gás carbônico por outros mais modernos e ecologicamente corretos. ''Para nós, do laboratório, é excelente. Dá orgulho saber que somos o primeiro hospital público do país a fazer isso, e estamos participando da preservação do planeta'', afirma a bioquímica Margarete Eches Urbaneja, que, além de separar o lixo para a reciclagem, também utiliza somente carro a álcool não pelo preço, mas por ser menos poluente que os carros à gasolina.

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