HZN completa duas décadas de história
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terça-feira, 18 de março de 2008
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
''A história que mais marcou a minha vivência no Zona Norte foi quando uma mãe chegou dando a luz e o médico não estava. A bolsa já tinha estourado e o médico só chegou a tempo de fazer a cesárea. A criança que nasceu de sete meses hoje já deve ter quase 18 anos. E eu me lembro da disponibilidade do médico de vir lá de Bela Vista do Paraíso para fazer o parto. Foi uma doação sem limites'', rememorou a técnica em enfermagem Maria de Lurdes Siconato, 69 anos.
''Eu me lembro do dia da inauguração do hospital. Chovia bastante e tinha barro para todo o lado. Naquele dia, os equipamentos ainda estavam nas caixas e o atendimento de verdade só começou dias depois'', contou o técnico em eletrônica Ademar Gonçalves, 68.
Foi assim, recordando momentos históricos do Hospital da Zona Norte, que a direção comemorou ontem duas décadas de funcionamento da unidade, que foi inaugurada em 18 de março de 1988. Representando os funcionários mais antigos do hospital, Maria de Lurdes, que trabalha no Pronto Socorro, e Gonçalves, do setor de manutenção, receberam uma placa comemorativa.
Maria de Lurdes diz que gosta de trabalhar no hospital. ''As pessoas ainda me reconhecem depois de tanto tempo e ficam mais tranquilas porque sabem que estou aqui. É uma segurança para quem vem.''
Já para Gonçalves, baiano que veio de Ilhéus aos 11 anos mas se diz londrinense de coração, a homenagem foi uma surpresa. Ele lembrou o quanto o hospital mudou em 20 anos. ''No começo, já teve bisturi à válvula, agora funcionam em circuito fechado, mais moderno'', assinalou.
No início, em 1988, apenas 18 leitos atendiam os 75 mil habitantes da Zona Norte de Londrina. Com o desenvolvimento da região e o aumento da população local, reivindicações por um atendimento mais qualificado levaram o governo estadual a ampliar o hospital para 56 leitos em 1994.
''O hospital foi fundado a partir da demanda concreta da população por um serviço de saúde mais adequado'', justificou a diretora-geral do HZN, Andreza Sentone, que assumiu o cargo há duas semanas. Segundo ela, a atual obra de ampliação e reforma do hospital, que teve início há dois anos, com recursos do governo estadual, vai aumentar a capacidade de atendimento às 106 mil pessoas que hoje vivem na Zona Norte. ''Serão 130 leitos, pronto-socorro totalmente equipado, cinco salas para cirurgias de média complexidade, além de uma ala destinada à pediatria'', descreveu. Os hospitais da Zona Norte e Sul respondem, hoje, por 70% das cirurgias eletivas realizadas na cidade e recebem 50% das urgências atendidas pelo Samu.


