O Hospital Zona Norte (HZN) iniciou ontem o processo administrativo que vai apurar o atendimento à manicure Sandra Maria Lourenço, de 47 anos. Ela morreu na madrugada da última sexta-feira na UTI da Santa Casa após ter passado praticamente toda a tarde atrás de atendimento médico.
Sandra foi atendida duas vezes no HZN, que deu o primeiro atendimento quando ela começou a passar mal, com fortes dores no peito e braço. O hospital a mandou para casa em seguida, e a recebeu novamente à noite quando Sandra Maria, em estado de choque, acabou sendo transferida para a Santa Casa para melhor atendimento. O local não tem UTI. Antes de voltar ao HZN, ela tentou atendimento em outro hospital e acabou sendo atendida no Pronto Atendimento Municipal (PAM), que a reenviou ao HZN via Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (Samu).
Segundo o diretor clínico do HZN, Márcio Alexandre Próspero, os dois médicos que atenderam Sandra já foram ouvidos, e os exames realizados na instituição, examinados. Vizinhos da paciente questionaram a liberação da paciente no primeiro atendimento.
Própero voltou a afirmar ontem que os primeiros exames realizados descartavam a possibilidade da paciente estar sofrendo um ataque cardíaco, por isso a paciente recebeu alta.
O médico afirmou ontem que não julgou errôneo nem criticou o procedimento adotado por outros profissionais que encaminharam a paciente para o HZN. ''Só afirmei que não é de praxe enviar um paciente em estado grave para um hospital secundário, caso do HZN'', argumenta. O Samu afirma que a paciente estava com sinais vitais normais e consciente quando foi transportada até o HZN.

mockup