O Hospital Veterinário de Londrina busca uma alternativa para a destinação de animais mortos. Por ser considerado um grande gerador de lixo, como restaurantes e lanchonetes, o HV da Universidade Estadual de Londrina (UEL) também havia sido proibido de descartar resíduos orgânicos no Aterro Municipal. Mas, conforme a promotora do Meio Ambiente de Londrina, Solange Vicentin, a direção do hospital assinou um termo de referência.
''Ficou acordado que o descarte (no aterro sanitário) continuará até dezembro e que a universidade se compromete a criar um plano de gerenciamento de resíduos'', completou Solange.
Segundo ela, a cidade não conta com local específico para o descarte de resíduos de saúde e os animais de pequeno porte atendidos no HV são levados a Maringá, onde uma empresa terceirizada presta serviço de incineração.
Conforme o diretor do HV, Ney Carlos Reichert Neto, desde abril o hospital tem trabalhado na captação de recursos para a instalação de um incinerador para a cremação dos animais. ''É preciso cerca de R$ 350 mil para a compra do equipamento.''
Segundo ele, os animais mortos no atendimento diário do hospital são armazenados em uma câmara fria até compor um montante que compense o transporte ao aterro, normalmente depois de uma semana de trabalho. ''São gastos aproximadamente R$ 2,5 mil por mês no descarte dos bichos'', calculou Neto, explicando que o Hospital Veterinário contratou uma empresa para fazer o serviço. Em média são produzidas 1 tonelada de resíduos de animais de pequeno porte e 1 tonelada de carcaças de animais de grande porte por mês.
''Como a maioria dos proprietários de animais é carente, o atendimento é gratuito. Só que o hospital depende da arrecadação para se manter, pois não recebe verba de custeio'', completou o diretor. ''Quando é possível, repassamos o custo para o cliente'', declarou Neto, avisando que será necessário mais tempo para para resolver a questão do lixo. ''Temos a grande Londrina para atender.''
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), cabe ao gerador dar fim ao lixo. Conforme o gerente de ação sobre o meio, Moacir Gimenez Teodoro, da Vigilância Sanitária de Londrina, no caso das clínicas veterinárias, é necessária apresentação de um plano de gerenciamento de resíduos, que deve ser aprovado pelo IAP.
''No entanto, animais domésticos ainda são descartados no Aterro Municipal porque Londrina não conta com um cemitério de animais'', disse Teodoro, assinalando que muitos animais são enterrados em terrenos baldios ou jogados em fundos de vale.
Clínicas como a do veterinário Adonai Bruno devem contratar empresas especializadas para dar destinação final aos resíduos, sejam materias hospitalares ou até cadáveres de animais. Ele, por exemplo, buscou o serviço de uma empresa de Maringá, que recolhe o lixo produzido na clínica semanalmente. ''Pagamos uma mensalidade para que a empresa recolha o lixo e quando há excedente de resíduos, pagamos a diferença por quilo'', contou Bruno.

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