Saborear uma costela e ainda colaborar com entidades filantrópicas. Esta é a receita no cardápio do Clube da Costela, que atua na cidade há 13 anos, sempre às quartas e domingos, na Avenida Castelo Branco, Zona Oeste de Londrina. O grupo, atualmente com 21 voluntários, reclama da queda no movimento e da falta de participação da sociedade, que resulta em menos entidades atendidas.


O Clube da Costela surgiu em 1994, graças à iniciativa de nove amigos que se reuniam aos finais de semana no Clube Alemão. A idéia foi inspirada no Ferra Mula, movimento semelhante que existe há mais de 40 anos em Apucarana. ''No começo, chegamos a vender 650 quilos de costela por dia. Mas o movimento começou a cair, e hoje não chega a 300 quilos na quarta-feira. O ano de 2006 foi o mais fraco que tivemos. A resposta da sociedade não está no nível que deveria'', lamenta Alyrio Eumann, primeiro presidente do clube.


Segundo o empresário, cerca de dez entidades são ajudadas pelo grupo de voluntários, que tem uma despesa fixa com três funcionários registrados. ''Nós não pedimos ajuda de governo, criamos nossa própria receita. Tem mês que as contas empatam, mas a gente sempre consegue ajudar'', garante Eumann.


As entidades são escolhidas por uma comissão, que procura informações sobre o local a ser ajudado. A seleção obedece alguns critérios, como ser registrado como pessoa jurídica, já que as doações são feitas com recibo, apresentados todas as quartas-feiras nas reuniões do grupo.


Para aumentar a filantropia, o clube vem promovendo jantares às sextas-feiras, pelo menos oito vezes por ano. Os cerca de 350 convites são vendidos pela entidade assistida, que chega a faturar até R$ 7 mil. A iniciativa deu tão certo que o calendário de eventos deste ano está fechado até agosto. ''Queríamos aumentar o número de entidades beneficiadas, mas isso só será possível quando houver aumento de receita. Sabemos que a condição econômica do País não está boa, mas contamos com a boa vontade da população em ajudar'', afirma Eumann.


Outra forma que os voluntários encontraram para colaborar é separando as sobras de carne, que acabam se transformando em sopa para os atendidos na Casa do Bom Samaritano.


O empresário Eduardo Tauil faz parte do clube há 12 anos, e não esconde a satisfação em poder ajudar o próximo. ''A iniciativa de um projeto como esse é maravilhosa. A gente está aqui trabalhando e sabendo que pode fazer algo por quem realmente precisa. Já fui em creche onde havia dez crianças dormindo no chão, mas saí contente em saber que estávamos fazendo algo para melhorar aquela situação'', conta.


Para quem compra a costela, o prazer em ajudar é o mesmo dos voluntários. A empresária Ana Maria Tomasi, cliente do clube há três anos, não dispensa a costela assada direto na brasa no cardápio de domingo. ''É uma delícia, e a ação social é mais um motivo para comprar. Todos nós temos que ajudar. Se todo mundo fizesse um pouquinho, não viveríamos em um mundo como o de hoje''.


Serviço:

- Para fazer encomendas aos domingos ou reservar mesas às quartas-feiras, basta ligar no 3338-4004. O Clube fica aberto das 18h às 21h30 nas quartas e das 10h às 12h nos domingos.

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