Hugo Simas terá suas linhas arquitetônicas preservadas
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terça-feira, 19 de junho de 2001
Célia Guerra De Londrina 
As características arquitetônicas do Colégio Estadual Hugo Simas, de Londrina, vão ser preservadas na reforma iniciada no final do ano passado, garantem as engenheiras responsáveis pelo projeto. A recuperação do prédio era uma reivindicação antiga da comunidade e foi incorporada pelo governo no projeto de restauração de 21 escolas históricas no Estado.
O colégio foi fundado em 1937, como a primeira escola pública e tinha o nome de Grupo Escolar de Londrina. Em 1958 ele abrigou as Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras e a Faculdade de Direito, as primieras escolas de ensino superior da cidade. Em 1962 o Grupo Escolar recebeu o nome de Colégio Hugo Simas.
A preservação das linhas arquitetônicas, segundo a assessoria do Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar), será mantida em todas as escolas atendidas pelo projeto. No Hugo Simas a área de preservação corresponde ao bloco da Rua Pio XII, os demais anexos foram construídos depois. Segundo a engenheira Valdenice Tolari Pedroso, o projeto não exigiu um levantamento histórico aprofundado como o que foi feito em outras escolas atendidas pelo mesmo programa. Isso porque o prédio não sofreu grandes alterações em outras reformas. A escola possui uma linha moderna para a época em que foi construída. A sua fachada está praticamente intacta, observa a engenheira.
A diretora do colégio, Ubiraci Lobo, completa a afirmação dizendo que várias discussões foram feitas na elaboração do projeto para que atendesse as necessidades da escola sem ferir sua arquitetura. O muro não será preservado e terá em seu lugar um gradio que, de acordo com o projeto, permitirá melhor visualização do estabelecimento de ensino. A pedido dos pais de alunos serão instalados toldos nas duas entradas da escola para garantir a segurança dos estudantes nos dias chuvosos. O material escolhido (policarbonato), não interferirá na linha a ser preservada, assegura a engenheira.
Uma parte do Hugo Simas que foi demolido não pertencia a área de preservação. O anexo de dois andares, não possuia laje e a divisão era feita em madeira. No local está sendo levantado um prédio com três pavimentos.
A obra deve ser entregue com um pequeno atraso pois, segundo a construtora responsável pelas obras, estava previsto a transferência da escola para outro local para que ocorressem simultaneamente a construção do novo anexo e a restauração do prédio histórico. O atraso, entretanto, não deverá afetar o início do próximo ano letivo.


