As características arquitetônicas do Colégio Estadual Hugo Simas, de Londrina, vão ser preservadas na reforma iniciada no final do ano passado, garantem as engenheiras responsáveis pelo projeto. A recuperação do prédio era uma reivindicação antiga da comunidade e foi incorporada pelo governo no projeto de restauração de 21 escolas históricas no Estado.
O colégio foi fundado em 1937, como a primeira escola pública e tinha o nome de Grupo Escolar de Londrina. Em 1958 ele abrigou as Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras e a Faculdade de Direito, as primieras escolas de ensino superior da cidade. Em 1962 o Grupo Escolar recebeu o nome de Colégio Hugo Simas.
A preservação das linhas arquitetônicas, segundo a assessoria do Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar), será mantida em todas as escolas atendidas pelo projeto. No Hugo Simas a área de preservação corresponde ao bloco da Rua Pio XII, os demais anexos foram construídos depois. Segundo a engenheira Valdenice Tolari Pedroso, o projeto não exigiu um levantamento histórico aprofundado como o que foi feito em outras escolas atendidas pelo mesmo programa. Isso porque o prédio não sofreu grandes alterações em outras reformas. ‘‘A escola possui uma linha moderna para a época em que foi construída. A sua fachada está praticamente intacta’’, observa a engenheira.
A diretora do colégio, Ubiraci Lobo, completa a afirmação dizendo que várias discussões foram feitas na elaboração do projeto para que atendesse as necessidades da escola sem ferir sua arquitetura. O muro não será preservado e terá em seu lugar um gradio que, de acordo com o projeto, permitirá melhor visualização do estabelecimento de ensino. A pedido dos pais de alunos serão instalados toldos nas duas entradas da escola para garantir a segurança dos estudantes nos dias chuvosos. ‘‘O material escolhido (policarbonato), não interferirá na linha a ser preservada’’, assegura a engenheira.
Uma parte do Hugo Simas que foi demolido não pertencia a área de preservação. O anexo de dois andares, não possuia laje e a divisão era feita em madeira. No local está sendo levantado um prédio com três pavimentos.
A obra deve ser entregue com um pequeno atraso pois, segundo a construtora responsável pelas obras, estava previsto a transferência da escola para outro local para que ocorressem simultaneamente a construção do novo anexo e a restauração do prédio histórico. O atraso, entretanto, não deverá afetar o início do próximo ano letivo.

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