Arquivo FolhaIngo Hubert: ‘‘Se a obra for indefensável, vamos descartar o projeto’’Se o resultado do Relatório de Impacto Ambiental (Rima) comprovar que a termoelétrica a carvão que o governo do Estado quer instalar no Litoral comprometerá o meio ambiente, o projeto será descartado. A garantia foi dada mais uma vez pelo presidente da Copel, Ingo Hubert, em entrevista à Folha. A Copel estuda a instalação de cinco termoelétricas no Paraná. Além da que seria construída no Litoral (provavelmente em Paranaguá), há outra prevista para a Região Metropolitana de Curitiba, esta a gás (em Araucária). As demais não têm local definido.
O projeto está sendo feito em parceria com as empresas Inepar, Chilgener e Denerge. Os ambientalistas condenam a construção da usina, alegando que prejudicaria o meio ambiente. A termoelétrica do Litoral consumiria cerca de 6 mil toneladas diárias de carvão, gerando 750 megawatts de energia. Para depositar as cinzas após a queima do combustível, seria necessária uma área de 25 hectares. Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná que analisam o projeto dizem que haveria dificuldade de encontrar uma área para isso.
‘‘Se a obra for indefensável, nós vamos descartar o projeto’’, garantiu Hubert. Ele prefere esperar o resultado do Rima para dar mais detalhes sobre as termoelétricas. O documento deve ficar pronto no final de novembro. (C.M.)

mockup