HU vive dia de caos com pacientes em corredores
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sexta-feira, 13 de outubro de 2000
Marta Medeiros De Maringá 
O aumento de 66% na procura pelo Hospital Universitário de Maringá (HU) desde o dia 1º de outubro fez agravar a precariedade no atendimento. No pronto-socorro, 30 pacientes aguardavam ontem uma vaga em leitos de hospitais do município credenciados ao Sistema Único de Saúde (SUS). O HU ainda não identificou com precisão os motivos do aumento na procura. Uma das causas mais prováveis é a redução no horário de atendimento em cinco postos de saúde. Desde o dia 1º, a média de atendimento no plantão do HU passou de 150 para 250 pacientes.
A dona de casa Lucinéia S.S., 25 anos, em estado grave, aguardava ontem um leito do SUS. Com queimaduras de primeiro e segundo graus por todo o corpo, Lucinéia estava recebendo os curativos em uma maca e corria o risco de contrair infecção generalizada. O HU tenta encontrar um leito para a dona de casa desde o dia 7 deste mês. O hospital tem 70 vagas, sendo 10 de Unidade Terapia Intensiva (UTI).
Conforme a Central de Leitos, cinco hospitais da cidade, incluindo o HU, oferecem ao SUS 276 leitos. Porém, O HU enfrenta dificuldades no encaminhamento dos pacientes que procuram o pronto-socorro e precisam de internamento ou cirurgia com especialistas através da central.
Segundo o chefe do pronto-socorro do HU, Durvalino Gusmão de Aguiar, os pacientes contam aos atendentes do hospital que os postos reduziram o horário porque a prefeitura teria cortado o pagamento de horas extras. No início do ano, o município determinou o atendimento até as 22 horas.
O chefe do pronto-socorro afirmou ainda que há seis meses a Secretaria Municipal de Saúde vem atrasando o pagamento referente aos internamentos do SUS. Maringá tem gestão plena de saúde. Além de problemas na estrutura de atendimento, o HU enfrenta a falta de médicos especialistas. O secretário municipal de Saúde, Sandro Scolari, está viajando e só retorna na segunda-feira.


