Curitiba O Hospital Universitário (HU) de Londrina irá passar por reformulações no ano de 2005. A Secretaria de Estado do Planejamento está desenvolvendo um plano estratégico para melhorar o gerenciamento da unidade, dimensionando o hospital para atendimento médico de média e alta complexidade. Os atendimentos feitos atualmente pelo HU deverão ser repassados para os hospitais públicos da Zona Norte e da Zona Sul. ''Estamos fazendo um estudo sério para equalizar os problemas existentes hoje, gerencial e de dimensionamento, para que os pacientes e os alunos não sejam prejudicados'', garantiu Reinold Stephanes, secretário de Estado de Planejamento.
Stephanes culpou o crescimento desordenado das universidades estaduais e a criação sistemática de novos cursos pela falta de recursos para a área. De 1994 para 2003, o número de cursos de graduação cresceu 36,42%; os cursos de pós-graduação cresceram 220%; o número de alunos aumentou 38,69%. Na contramão, ocorreram 98 demissões de professores efetivos apenas de janeiro a agosto de 2004. Somente na Universidade Estadual de Londrina (UEL) foram 35 demissões.
De acordo com o secretário, o governo do Estado gasta 31% do orçamento com educação. Entretanto, a prioridade é a educação básica. Para o ano que vem, estavam previstos R$ 422,6 milhões para as faculdades e universidades estaduais que tiveram um acréscimo de R$ 40 milhões em emendas dos deputados estaduais na Assembléia Legislativa. ''Sabemos que os recursos não são suficientes e que a crise vai continuar, mesmo com as emendas aprovadas. Mas vamos redimensionar o atual quadro para colocar as universidades e os hospitais universitários no caminho certo, que é o de atendimento aos alunos'', ponderou.
A notícia da reformulação do HU de Londrina foi dada um dia depois de ter sido tornada pública que a certificação dada pelos Ministérios da Saúde e da Educação para o ensino está pendente. A falta de pessoal como anestesistas para procedimentos médicos e docentes para acompanhamento dos residentes foram preponderantes para a decisão. ''Não é possível que um hospital com 1,8 mil funcionários tenha falta de pessoal. O que acontece no HU é deficiência de gerenciamento. É isso que tem que ser reestruturado'', analisou Stephanes. ''Nós vamos redefinir as funções do HU para que ele volte a ser hospital-escola e que atenda somente as questões de média e alta complexidade''.
Os alunos teriam residência médica em atendimentos de baixa complexidade nos hospitais da Zona Norte e da Zona Sul, que deverão ser reequipados para atendimento da demanda. As mudanças deverão acontecer durante o ano de 2005. ''Temos que analisar a estrutura existe nos hospitais universitários e nos hospitais regionais. Não dá para gerenciar situações de crescimento desordenado de responsabilidades. Temos que agir com planejamento'', complementou Stephanes. No caso das universidades, será feito um planejamento para reduzir o número de cursos e fechar os que estiverem sem estrutura para funcionamento.

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