Os servidores do Hospital Universitário (HU) e Hospital de Clínicas (HC) de Londrina devem entrar em greve por tempo indeterminado na segunda-feira. A decisão foi tomada ontem, no HU, em uma assembléia com mais de 230 funcionários. Segundo a presidente do SinSaúde, Ana Maria da Cruz, a maioria optou pela greve.
Ana Maria explicou que a paralisação poderá ser suspensa se até amanhã o Governo do Estado apresentar uma contra-proposta às reivindicações da categoria, entre elas uma reposição salarial de 41,14% e a regulamentação do plano de carreira dos servidores. Na semana passada houve uma greve de dois dias como forma de alertar o Governo.
O pronto-socorro do HU atende uma média diária de 200 pacientes e mensalmente faz 600 cirurgias e 11 mil internações. A presidente do SinSáude disse que ontem o hospital estava com os 284 leitos ocupados e pacientes espalhados em maca pelos corredores. Já o HC faz uma média de 330 consultas diárias. Ana Maria acredita que uma greve por tempo indeterminado deve complicar essa situação.
O diretor clínico do HU, Sylvio Villari Filho, disse que a paralisação feita pelos servidores na semana passada não comprometeu o atendimento de urgência no pronto-socorro. ‘‘A greve mostrou o que a gente sempre fala, que a maioria dos pacientes poderia ser atendida em outras unidades’’, comentou. Para Ana Maria da Cruz, 60% dos pacientes do HU poderiam ser atendidos nos postos de saúde e hospitais secundários. O HU tem 1.642 servidores e o HC 178.
De acordo com Sylvio Villari, ontem o SinSaúde havia alertado a direção do HU sobre uma provável paralização, que ainda depende das negociações com o Governo. ‘‘Temos que aguardar e se Deus quiser, encontrarão uma solução’’, comentou.

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