Londrina - O Hospital Universitário (HU) de Londrina promete implementar ainda este ano um projeto de metas estabelecidas pelo Programa de Segurança do Paciente da Organização Mundial da Saúde (OMS). A informação é da diretora de enfermagem do HU, Vivian Biazon El Reda Feijó.
Segundo ela, o programa estabelece seis metas internacionais para organizar os conceitos e as definições sobre segurança do paciente e propor medidas para reduzir riscos e eventos adversos.
As metas são: identificar corretamente o paciente; assegurar cirurgia em local de intervenção, com procedimento e paciente corretos; reduzir o risco de quedas e úlcera (ferida) por pressão em acamados; reduzir o risco de infecção relacionada aos cuidados à saúde (higienizar as mãos); melhorar a segurança na prescrição, no uso e na administração dos medicamentos; e melhorar a comunicação entre os profissionais de saúde.
Os servidores do HU passaram recentemente por capacitação sobre segurança do paciente. A convidada especial para o evento foi a professora Maria Helena Larcher Caliri, da Universidade de São Paulo (USP), que é formada em Enfermagem pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e fez mestrado e doutorado na USP.
Ela conta que quando ainda era estagiária ajudou a fazer a mudança do prédio do antigo HU, localizado na esquina das ruas Pernambuco e Alagoas, para o prédio atual, localizado na Avenida Robert Koch, na Vila Operária (zona leste). "Naquela época não havia pias em todos os locais e o sabonete que os profissionais de saúde utilizavam era o sabão em barra", relembra.
Maria Helena concorda que a situação evoluiu bastante, mas ressalta que a implantação do programa de metas pode melhorar de forma efetiva a segurança dos pacientes da instituição.
"Ainda existem casos de infecção que acontecem porque a pessoa atende um paciente e depois atende outro sem lavar as mãos", alerta. Em relação ao jaleco, se for tomar um lanche, o profissional deve deixá-lo pendurado no local de trabalho. "Lá na USP existe uma placa que diz que enfermeiro não é pipoqueiro, para orientar os profissionais de enfermagem a não usar o jaleco fora do ambiente de trabalho."
Sobre os erros na prescrição, uso e administração dos medicamentos, Maria Helena destaca que é obrigação do médico redigir a receita com letra legível e indicar a que horas o medicamento deve ser ministrado.
A professora reconhece que parte dos erros é resultante da falta de infraestrutura dos hospitais, mas diz que esse problema não justifica os equívocos. Por isso, aponta, é necessário que os profissionais sejam incentivados a adotar os procedimentos corretos. "Para isso a administração deve divulgar os eventos adversos, avaliando, por exemplo, quantas quedas de pacientes da cama foram registradas durante o mês e quais as estratégias para diminuir isso, para que posteriormente seja feita uma nova avaliação dos números", conclui.

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