Apresentação de coral e distribução de brindes são algumas das atividades que marcam hoje o Dia Mundial do Doador de Sangue, comemorado todos os anos no dia 25 de novembro. O Hospital Universitário (HU) de Londrina vai aproveitar a data para agradecer os doadores assíduos de 2003. Além disso, durante toda a semana, o hospital promove uma campanha para conscientizar a população sobre a importância da prática.
Hoje, as festividades começam às 9 horas, no Hemocentro, com uma benção do capelão do hospital. Já às 13 horas terá apresentação do coral do HU e entrega de placas às instituições que trabalham em parceria com o hospital. Paralelamente, acadêmicos do curso de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina (UEL) orientarão os visitantes do Shopping Catuaí sobre doação de sangue e medula óssea.
Segundo a assistente social do HU, Eliana Aparecida Palu Rodrigues, o hospital precisaria de doadores todos os dias para manter um estoque ideal de todos os componentes do sangue. Contudo, ela lembra que o número de doações é muito inconstante. ''O meses de janeiro, junho e julho são os mais críticos. Em janeiro, por causa das férias, cai o número de doações. E em junho e julho o frio atrapalha'', relata Eliana.
A média de doações do HU gira em torno de 30 por dia, mas o objetivo é dobrar esse número. De acordo com Eliana, até o mês de novembro de 2003, foram feitas 10 mil doações, sendo que 700 pessoas doaram três ou quatro vezes. ''O número de doadores deste ano representa 1% da população da região metropolitana de Londrina. Mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) pede um índice de 3 a 5%. Para o ano que vem pretendemos chegar, pelo menos, a 2%''. O HU atende 12 municípios da região.
O estudante de fisioterapia Renato Augusto Banja, de 21 anos, aproveitou o intervalo da aula para contribuir com o hemocentro do HU. Banja conta que doa sangue quatro vezes por ano e que essa é uma forma de agradecer pela boa saúde. ''Deveria ser lei, pois se todos doassem não faltaria sangue'', acredita. Mas ele admite que muitas pessoas ainda não têm consciência da importância deste ato.
De acordo com Eliana Rodrigues, o tipo de sangue mais utilizado é o O negativo, pois pode servir para todos. ''Numa emergência, quando não há tempo de descobrir a tipagem sanguínea da vítima e em situações que há falta de outros tipos sanguíneos, é o O negativo que a gente usa. Mas a incidência deste tipo de sangue é em 9% da população''. Com isso, Eliana explica que algumas vezes eles tem que ligar para os cadastrados pedindo que voltem a doar.
Para fazer a doação basta estar em boas condições de sa© úde; ter entre 18 e 65 anos; pesar mais de 50 kg e aguardar duas horas após o almoço para doar. Não é necessário estar em jejum. É aconselhável ter dormido pelo menos seis horas para evitar mal-estar.
Portadores de doenças infecciosas, grávidas, mulheres em período de aleitamento e pessoas que passaram por grandes cirurgias há menos de seis meses não podem doar sangue. Além disso, pessoas que têm um comportamento de risco ou que tiveram hepatite após os 10 anos também estão fora da lista de doadores.
Serviço:
O Hemocentro fica na Rua Claúdio Donisete Cavaliere, sem número, próximo ao Hospital Universitário de Londrina.

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