O Pronto Socorro (PS) do Hospital Universitário (HU) vai ser reformado ainda este ano. O anúncio foi feito pelo secretário estadual de Obras, Luis Caron, que se reuniu ontem com o superintendente do HU, Francisco Eugênio Alves Souza, para definir os últimos detalhes do projeto do Centro de Queimados. O secretário deu várias orientações para a finalização do projeto e estimou que em maio deve ser aberto o processo de licitação, que vai contemplar também uma reforma no Pronto Socorro. Os dois projetos e a execução das obras vão correr paralelamente.
''O local para queimados é diferente porque precisa isolar o paciente para evitar infecções'', explicou Caron. Ele acrescentou que a obra deve demorar 10 meses para ficar pronta e vai custar mais do que os R$ 2 milhões inicialmente previstos. ''É bem possível que extrapolemos esse custo'', apontou. Após construído, o local precisará ainda ser equipado, o que deve levar entre dois e três meses e, de acordo com Caron, mais R$ 1,5 milhão.
O centro de queimados terá área de 870 metros quadrados e 20 leitos, sendo seis de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A expectativa é grande uma vez que no Paraná apenas Curitiba possui um centro equipado para atender pacientes vítimas de queimaduras. Com o novo serviço, o HU vai ampliar também as cirurgias reparadoras e reconstrutoras que precisam ser feitas após o tratamento inicial. Segundo o superintendente, o hospital já faz essas cirurgias mas em pequena escala.
Francisco Eugênio detalhou que recebeu o aval do governo para fazer o projeto de reforma do PS. ''Eles disseram que vão custear também o projeto arquitetônico'', comemorou. Só o projeto vai custar cerca de R$ 67 mil. O objetivo da reforma, segundo o superintendente, é humanizar o setor, melhorando o atendimento e também o ambiente de trabalho. ''Vamos melhorar e ampliar a enfermaria do PS obstétrico e também da pediatria, deixando uma sala de espera separada para as crianças'', descreveu Eugênio. Além disso, outras duas salas de emergência serão construídas. Atualmente, o HU conta apenas com uma sala.
Para o superintendente, o problema da falta de vagas no hospital depende de uma ampliação das enfermarias. ''Pretendemos fazer isso ainda no governo Requião'', garantiu. Ele disse também que há um projeto para ampliar as UTIs e Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) neo natais. Mas isso será feito com recursos do próprio hospital, ainda sem definição de datas.
Ontem o atendimento à gestantes permanecia interrompido devido à superlotação das UTIs e UCIs neo natais. Apenas gestantes de até cinco meses de gestação e com patologias ginecológicas estão sendo atendidas. Há 16 mulheres internadas na maternidade e o hospital solicitou a tranferência de três delas, que podem entrar em trabalho de parto a qualquer momento.

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