A superintendência do Hospital Universitário (HU) de Londrina comprometeu-se ontem a tentar adiar a desativação de leitos por falta de pessoal pelo menos até a reunião entre representantes da instituição, do governo estadual e Tribunal de Contas (TC), marcada para segunda-feira em Curitiba. O objetivo é buscar alternativas para evitar o fechamento das vagas. Os dirigentes das secretarias estaduais e do hospital têm expectativas diferentes em relação ao resultado prático da reunião.
Para o superintendente Francisco Eugênio Alves de Souza, a iniciativa de adiar o fechamento é resultado de apelo do governo do Estado. ''Vamos tentar protelar ao máximo a redução. Tenho que ser otimista'', declarou. Souza disse também que a instituição está contando com o apoio da Central de Vagas e de outros hospitais, que não estão encaminhando pacientes ao HU. ''A medida deve diminuir a tensão no Pronto-Socorro (PS)'', disse, explicando que o PS está fazendo apenas atendimentos de emergência.
O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi, disse que a reunião vai servir para fazer um estudo detalhado da situação. ''Faremos um esforço concentrado para detectar os problemas. As dificuldades serão equacionadas. Só não quero que a população saia prejudicada'', salientou. Segundo Rizzi, medidas de médio e longo prazos também deverão ser discutidas no encontro. A participação de representante do TC deve-se ao impedimento de contratações pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
O diretor de Sistemas de Sa© úde da Secretaria de Estado da Saúde, Gilberto Martin, foi taxativo ao afirmar que os leitos não serão fechados. ''Dá para garantir que o hospital não terá nenhum leito desativado'', enfatizou. Segundo ele, um grupo de trabalho formado há mais de uma semana está analisando o problema da falta de recursos humanos no HU.
O presidente do Conselho Regional de Secretários Municipais da Saúde, Fernando Aguilera, afirmou que o possível fechamento de leitos deve ''afetar grandemente os municípios da região.'' ''É possível superar a dificuldade com bom senso'', avaliou.

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