HU tem serviços que vão da higienização à costura
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quarta-feira, 04 de julho de 2018
Pedro Marconi<br>Reportagem Local 

A roupa e enxoval que os pacientes usam precisam estar sempre limpos. O processo para a limpeza, entretanto, é muito diferente do realizado em casa. Ele demanda mais cuidado e materiais diferentes daqueles em encontrados nos supermercados. Ao contrário da maioria dos hospitais de Londrina, em que o serviço de lavanderia é terceirizado, o HU (Hospital Universitário) conta com um espaço específico para a higienização das roupas dentro da própria instituição.
"As roupas do HU que o paciente usou são coletadas e entregues na 'área suja' da lavanderia. É feito uma triagem, que leva em conta o grau de sujeira e característica do tecido, e então é levado para a máquina. Depois de lavada, a roupa é direcionada para o chamado 'lado limpo', onde não existe o contato com as roupas sujas. Neste ambiente passa pela centrifugação e secagem industrial", elenca Flávia Mendonça da Silva Oussaki, encarregada do serviço de hotelaria hospitalar. "As vestimentas são secadas em temperatura elevada para o controle de higienização", completa.
Em seguida ainda é feita uma novo triagem, com a dobra das roupas e encaminhamento para as unidades. "Quem leva não é o mesmo que recolheu. Existe o coletador e entregador", adverte. As vestimentas ficam separadas nos setores em que o enfermeiro pega conforme a necessidade. Um projeto que está sendo desenvolvido em formato piloto prevê uma central de roupa hospitalar, em que as peças são separadas em forma de kit. O objetivo é conscientizar sobre o uso e ajudar na vida útil do material. Os servidores que trabalham no local têm um uniforme privativo que só pode fazer uso no ambiente da lavanderia.
Em 2017 foram lavados 64 mil quilos de roupas usadas do hospital e ao Ambulatório de Especialidades. O funcionamento da lavanderia, que conta com 32 servidores, é de segunda a segunda. O deficit de pessoal é de pelo menos mais dez funcionários. Recentemente foi iniciada uma grande reforma na lavanderia, com aquisição de equipamentos e otimização do espaço. "É a garantia de segurança ao paciente por meio da roupa. Usamos produtos químicos na limpeza para garantir a total higienização. É um serviço essencial, porque se a lavanderia para, o hospital todo para também", adverte. A média de atendimentos no ano passado foi de 101 partos e 853 cirurgias realizadas.
LINHA E AGULHA
Com centenas de peças para dar conta do alto número de internações, o HU ainda tem um setor de costura. Ele é incumbido de realizar pequenos reparos e também confeccionar alguns trajes. A produção é conforme a demanda e existe um rodízio de peças. São cinco costureiras que em 2017 realizaram mais de mil reparos, enquanto que em 2018 foram 480 nos quatro primeiros meses do ano. "As costureiras confeccionam todo o enxoval de vestimenta, como pijamas, camisolas, aventais e campos cirúrgicos", informa Oussaki, que é enfermeira e também cuida da costura e zeladoria. Fronhas e lençóis são comprados.
No ano passado o HU fechou parceria com o curso de design de moda da UEL (Universidade Estadual de Londrina), que trouxe o projeto de renovar todo o enxoval do hospital e uniforme. Uma área de costura será construída e maquinário será adquirido junto com a universidade, para que os alunos possam fazer estágio. "A demanda está grande. Temos mais serviço de conserto e retirada de peças. É um serviço de apoio ao paciente e que em constante comunicação com a área de administração e enfermagem do hospital." (P.M.)


