Acostumados a cuidar de vítimas da violência quase que diariamente, agora são os funcionários do Hospital Universitário (HU) de Londrina que estão clamando por mais proteção. Ontem pela manhã, representantes do Colegiado do curso de medicina, médicos e outros trabalhadores da instituição se reuniram na entrada do HU para despertar a atenção das autoridades.
A preocupação das pessoas que atuam ou são atendidas no HU tem crescido proporcionalmente à escalada da violência na Zona Leste. Na semana passada, um adolescente foi assassinado e outros dois feridos a tiros na frente do hospital. Vários disparos acertaram o carro de um funcionário. Foi a segunda vez, em pouco mais de um mês, que o médico plantonista Gerson Zanetta de Lima atendeu vítimas de um crime ocorrido nas imediações do hospital.
''Poderia ter sido um funcionário, um paciente nosso. A gente ouve dizer que esses crimes acontecem por causa de revide, que há ponto de venda de drogas aqui em frente, mas não presenciamos nada, queremos que a polícia nos informe o que está acontecendo de verdade'', ponderou. Cerca de 3 mil pessoas, entre profissionais de saúde, professores, estudantes e pacientes, passam diariamente pelo HU.
Segundo o chefe do Colegiado de Medicina, Márcio Almeida, a principal reivindicação dos profissionais que estão se mobilizando é ''mais segurança na frente do HU''. Para isso, o hospital já teria oferecido um espaço no próprio pátio para a instalação de um posto policial fixo. Como a violência ainda não adentrou a instituição, o HU conta apenas com porteiros e vigias nenhuma segurança particular. Todos os participantes do encontro concordaram que o policiamento é insuficiente na região.
O tenente Ricardo Eguedis, da Comunicação Social do 5º BPM, disse que o policiamento da região foi reforçado desde o assassinato de um adolescente, ocorrido na última sexta-feira, em frente ao portão do hospital. ''Independentemente disso, mantemos a circulação rotineira de viaturas e o Projeto Povo. No entanto, pedimos à população informações pelo telefone 181 (sem necessidade de identificação) sobre qualquer pessoa ou atitude suspeita'', frisou o policial. (Colaborou Betânia Rodrigues)

mockup