O reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Jackson Proença Testa, vai solicitar ao governo do Estado a liberação de R$ 7 milhões para execução de uma reforma parcial do Hospital Universitário (HU). A obra, segundo ele, possibilitaria a implantação do projeto de captação de recursos através de convênios com empresas de saúde. Parte dos novos leitos construídos no hospital seriam destinados ao atendimento dos planos de saúde, enquanto os demais atenderiam aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). ‘‘Não queremos sacrificar os atendimentos do SUS’’, destacou o reitor.
O projeto que prevê a captação de recursos pelo hospital - denominado Projeto de Prestação de Serviços e Assistência à Saúde ao SUS (PSSUS) - começou a ser elaborado em 1996 pelo Grupo Especial de Trabalho (GET), que é composto por vários técnicos do próprio HU, e foi aprovado em janeiro deste ano pelo Conselho Diretor do hospital. Baseada na lei estadual 11.500, de agosto de 96, que permite a captação de recursos por parte de entidades públicas, a proposta será discutida nas próximas reuniões do Conselho de Administração da UEL.
O objetivo do projeto, segundo Testa, é encontrar um caminho para enfrentar as dificuldades financeiras e manter a instituição, além de ampliar o número e melhorar a qualidade dos serviços oferecidos pelo hospital. ‘‘A própria comunidade chegou a essa conclusão’’, afirma o reitor. ‘‘Possibilitaria também a concessão de pró-labore aos médicos e funcionários do HU, o que seria um grande estímulo à produção.’’
O reitor observa que o projeto ainda está em fase de discussão geral e não há detalhes, por exemplo, de como seriam formalizados os convênios com os planos de saúde. Adiantou apenas que se baseia na experiência de outros hospitais públicos brasileiros - entre eles o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) - e que o dinheiro arrecadado será revertido inteiramente para o HU, em manutenção e investimentos. ‘‘A prestação de serviços é inevitável, mas ainda vamos avaliar o impacto das mudanças’’, diz, lembrando do abaixo-assinado dos servidores, contrários à forma como o projeto foi elaborado.
A prestação de serviços, conforme levantamento anexado ao texto do anteprojeto, considerando o ano de 1998, poderia resultar em uma receita de R$ 14 milhões, incluindo internações, medicamentos, consultas, exames e outros procedimentos médicos. Descontadas as despesas do hospital, como manutenção (custos estimados em R$ 9,3 milhões), sobrariam R$ 1,3 milhão para investimentos. ‘‘É uma expectativa mínima de arrecadação. E o custo de manutenção pode até cair’’, observa o diretor-superintendente do HU, Cláudio Camacho Biazin.

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