O Hospital Universitário (HU) de Londrina está enfrentando pela primeira vez casos de uma doença altamente infectante, a chamada sarna norueguesa. O primeiro caso foi confirmado no último final de semana, em uma paciente de 61 anos, de Porecatu (85 km ao norte de Londrina), que está totalmente isolada no setor de Moléstias Infecciosas. Até ontem mais sete casos da doença haviam sido confirmados, entre eles seis funcionários do hospital. Também há outros 14 casos suspeitos, todos alunos e funcionários do HU, afastados de suas atividades.
  Segundo a assessoria de imprensa do hospital, a paciente de Porecatu foi internada no último dia 4, com trombose venosa profunda. A sarna foi detectada em partes do corpo que apresentam pele escamosa e pruridos. Por causa do perigo de contágio, várias medidas profiláticas foram tomadas. Entre elas o isolamento das ala de espera do pronto-socorro e a enfermaria feminina, por onde a paciente passou. Os pacientes dessas alas não podem ser transferidos para outro setor e novos pacientes não podem entrar.
  Os dois ambientes passam por desinfecções constantes, e os médicos e funcionários usam luvas e aventais descartáveis. ‘‘Como é a primeira vez que lidamos com o problema no hospital, estamos nos empenhando para que o quadro não se agrave’’, disse a diretora de enfermagem do HU, Mariângela Zoan Benedetti Chenso. Hoje e amanhã os pacientes com suspeita de ter contraído a sarna passarão por novas avaliações.

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