HU recebe equipamentos para UTIs
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terça-feira, 25 de março de 1997
Marccio W. Varella Sucursal de Maringá 
Edson GuittiPrimeira remessaO superintendente do HU, Paulo Roberto Donadio, e os equipamentos enviados pelo governo do EstadoO Hospital Universitário de Maringá (HU) recebeu o primeiro lote de equipamentos que serão instalados nas duas UTIs em construção no hospital. As obras ficam prontas dentro de 20 dias e os 10 leitos das UTIs (seis neonatal e quatro para adultos) poderão ser utilizados no início de maio.
Sexta-feira, mais um paciente do HU morreu por falta de vagas em UTIs na região de Maringá. O HU é o único hospital público da cidade e ainda não possui UTI. Este ano, oito pacientes morreram no HU por falta de atendimento especializado. Durante todo o ano passado, nove pacientes morreram nos corredores do hospital pelo mesmo motivo.
Os equipamentos comprados pelo governo do Estado (custo total de R$ 670 mil) ainda estão encaixotados. São encubadoras, respiradores, ressuscitadores, mesas cirúrgicas e monitores cardíacos.
Para o superintendente do hospital, Paulo Roberto Donadio, as UTIs vão apenas amenizar a crise do atendimento hospitalar na região. Quando tudo estiver pronto, teremos um outro problema: a contratação de 80 médicos. O nosso salário de plantonista (R$ 800,00 com todos os adicionais, inclusive a gratificação de 30%) não é atrativo. Vamos abrir concurso mas sabemos que poucos aparecerão.
Apesar das UTIs, o HU não terá neurocirurgiões. Em casos de traumatismo craniano, os pacientes do SUS continuarão sendo atendidos nos hospitais Santa Rita, Santa Casa e Metropolitano.
Mais uma morte Foi o caso de Adenildo Aparecido Patrocínio, 30 anos, que morava no conjunto Hortênsia 2. Ele morreu no HU na tarde de sexta-feira por falta de atendimento especializado. Ele necessitava com urgência de cirurgia e de uma UTI. Os plantonistas do HU tentaram vagas nos hospitais conveniados ao SUS, que oferecem 12 leitos em UTIs para emergências gerais, uma para problemas do coração e quatro para crianças.
Foram 13 horas de angústia para os plantonistas e familiares de Adenildo. Ele havia sido agredido por Claudemir da Silva Santos, com quem jogava sinuca num bar da Avenida das Torres. Também foi tentada vaga em UTI de hospitais de outros municípios próximos a Maringá.
O problema do atendimento hospitalar em Maringá continua o mesmo, diz o superintendente Donadio. À exceção de uma ambulância que transporta pacientes para outros municípios, o número de leitos em UTIs não aumentou. Este é um problema não apenas de Maringá, mas de todo o país.


