HU recebe doador com festa e brindes
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 26 de novembro de 1997
Adriana De Cunto Londrina 
Dorico da SilvaApoioFuncionário da TCGL doa sangue: comemoração pelo Dia do Doador As pessoas que estiveram ontem no Hospital Universitário de Londrina para doar sangue foram recebidas com festa pelos funcionários do Hemocentro. Receberam de presente lanches especiais, bombons enfeitados, sacolinhas de brindes e até uma camiseta. Tudo em comemoração ao Dia Internacional do Doador de Sangue, comemorado ontem em todo o mundo.
Há vários anos o HU costuma recepcionar com festa, neste dia, os doadores que colaboram com a instituição. A data já se tornou tradicional entre os colaboradores do Hemocentro do hospital, tanto que estavam sendo aguardados ontem cerca de 200 pessoas. Foram confeccionadas 300 lembrancinhas pelas recreacionistas Lúcia Brunelli e Maria Márcia de Almeida.
Dorico da SilvaBrindeHilda presenteia doador: hospital realiza 2.500 transfusões/mês
As doações de ontem têm grande importância para o HU, que realiza mensalmente cerca de 2.500 transfusões de sangue. Nesta época de final de ano, costuma-se diminuir o número de doadores enquanto a necessidade de transfusões aumenta em função do maior movimento nas estradas e dos acidentes automobilísticos.
A assistente social Hilda Cristina Coutinho Faria, coordenadora das campanhas de captação de doadores para o Hemocentro, conta que a entidade recebe uma média de mil doações por mês. Como cada doador pode ajudar a salvar quatro vidas, o hospital consegue assegurar a média de 2.500 transfusões/mês.
Segundo ela, as campanhas externas de doação de sangue - feitas nas universidades, empresas e até em outras cidades da região - são responsáveis pela metade do estoque de sangue do Hemocentro do HU. O restante diz respeito às doações feitas diretamente no hospital - e o número diário delas varia bastante.
Dorico da SilvaOrientaçãoTeixeira: coletas podem ser feitas, no máximo, 4 vezes por ano
Homens e mulheres com idade entre 18 e 60 anos, com peso mínimo de 50 quilos, podem doar sangue, informa o médico do HU Raimundo Nonato Teixeira. Primeiramente o candidato a doador passa por uma triagem médica. Estão descartadas, por exemplo, as pessoas que já tiveram chagas, sífilis, diabetes, hepatite, entre outras doenças.
Por medida de precaução também são reprovados os candidatos que tenham comportamento de risco (trocas constantes de parceiros sexuais), que consomem drogas e até os que fizeram tatuagem num prazo de no mínimo um ano, diz o médico. Ele explica que, caso o tatuador não tenha usado agulhas descartáveis, há o risco de contaminação por vírus. O prazo de um ano é estipulado por segurança, porque antes disso o exame pode não acusar a presença do vírus. O médico ressalta que não são aconselháveis mais do que quatro doações por ano.
O guarda municipal Livino Salgado Garcia, 44 anos, esteve ontem pela manhã no HU para fazer a doação. Ele diz que costuma doar sangue sempre que possível. Mas lembra que este ano foi a primeira vez. Tenho saúde boa. Acho importante ajudar os outros.


