HU realizará transplantes autólogos
PUBLICAÇÃO
sábado, 12 de dezembro de 2009
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
A Unidade de Transplante de Medula Óssea do Centro de Terapia Celular do Hospital Universitário (HU) de Londrina inaugurada ontem integrará a Rede Paranaense de Terapia Celular. A médica hematologista responsável pelo centro, Letícia Navarro Gordan Martins, explicou que a unidade fará, a princípio, apenas transplantes autólogos, que utilizam células do próprio paciente. ''Transplantes singênicos, feitos entre gêmeos idênticos, e alogênicos, que são de um doador para o paciente, representam etapas seguintes e vão depender de resultados obtidos durante a primeira etapa de transplantes autólogos, para a progressão de categoria e o devido credenciamento.''
No País, existem 50 unidades de transplante de medula óssea e que no Paraná, apenas o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) mantém uma unidade pública. ''Mas este ano também foi inaugurada uma unidade particular em Cascavel.'' Segundo ela, a implantação da unidade leva em consideração o fato de que apesar de ter sido registrado um crescimento de 10% no número de transplantes de órgãos no Brasil, em 2008, em termos de transplante de medula óssea, o crescimento ficou aquém: apenas 1%.
A unidade do HU, que terá uma área de 280 m2 e oferecerá atendimento 24 horas, contará com quatro leitos de internação, ambulatório com dois consultórios, hospital dia e um laboratório de criopreservação de células-tronco.
Durante a cerimônia, o governador Roberto Requião anunciou a liberação de R$ 5 milhões para o HU, que passa por uma crise de recursos. ''Com o dinheiro vamos quitar as compras de materiais feitas para o fim do ano e aguardamos a prefeitura pagar pelo menos a parcela referente a setembro, de cerca de R$ 2,5 milhões, para aguentar até a liberação do orçamento de 2010'', apontou o superintendente do HU, Francisco de Souza. Segundo ele, o HU chegou a suspender cirurgias na segunda-feira. A dívida, que vem se acumulando desde 2007, chega a R$ 13 milhões.
O secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, informou que a ''suposta'' dívida está sendo auditada. Sobre o pagamento da parcela de setembro, afirmou que aguarda a chegada do recurso via Ministério da Saúde e, por isso, não sabe se até terça-feira o valor estará disponível. Atualmente, o repasse do governo federal para os hospitais de Londrina é de R$ 9,8 milhões. ''O valor está aquém das nossas necessidades e pleiteamos um aporte de aproximadamente R$ 3 milhões. As negociações já estão avançadas para a liberação imediata de R$ 1 milhão'', acrescentou Bedrossian. (Colaborou Caroline Vicentini)


