HU quer implantar mini-central
Enquanto os representantes do Comitê Gestor da Crise Hospitalar discutiam a articulação de propostas, ontem à tarde, dois Pronto-Socorros (PSs) sofreram nova interdição. E pelo terceiro dia seguido, no Hospital Universitário (HU).
Depois de suspender o atendimento quase 36 horas, desde terça, ontem o PS Médico voltou a interromper os serviços das 10h30 às 19h30. A falta de leitos para internamento afetou ainda o Pronto-Socorro Ortopédico, das 22 horas de anteontem até ontem às 19 horas, quando seria feita reavaliação.
Para o superintendente do HU, Franscisco Eugênio, a situação exige estratégias que não podem esperar a implantação do Samu. ''O serviço será uma porta de entrada da pacientes que, esperamos, seja a única. Hoje, recebemos gente de todo lugar, de outros hospitais, de UBSs e até do Siate'', comentou. Para isso, afirmou, um paliativo será a criação de uma ''mini-central reguladora, onde a 17 Regional de Saúde terá a tarefa de encaminhar pacientes a uma UBS 24 ou 16 horas sempre que possível'', destacou. O serviço deve ser implantado na próxima semana.
Conforme o setor de Estatísticas do HU, o PS atende em média cinco mil pessoas ao mês. Segundo informações da Central de Operações do Corpo de Bombeiros (Cobom), mês passado 83 vítimas do Siate foram levadas ao Hospital. Para o médico do Siate, Mauro Basso, o contato é feito com as unidades de alta complexidade como Santa Casa, Evangélico e HU até onde é possível. ''Direcionamos para onde tem vaga, mas às vezes não adianta levar a pessoa a um hospital de média complexidade se ela terá de voltar ao de grande. Isso retarda o tratamento'', observou.
Outra novidade contra a superlotação pode ser a ampliação do Hospital Zona Sul (HZS) e reaparelhagem do Zona Norte (HZN), informou a chefe da Regional, Vânia Gutierrez. ''Investimos cerca de R$ 100 mil em equipamentos para cada um e, no HZS, estudamos a ampliação de 40 para 60 leitos, em 2005'', disse. (J.G.)





