HU: por enquanto, sem verbas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 03 de janeiro de 1997
Lúcio Horta 
A esperança de que o secretário estadual de Saúde, Armando Raggio, traria boa notícia para o Hospital Universitário (HU) de Londrina acabou ontem mais uma vez em decepção. O secretário chegou à Cidade acompanhando a comitiva do governador Jaime Lerner para a posse do secretariado do prefeito Antonio Belinati. Ainda na Prefeitura, reafirmou que o Governo Estadual não tem condições de liberar a verba de aproximadamente R$ 30 milhões destinada a reforma e ampliação do hospital, apesar de constar do Orçamento de 96. O motivo, segundo ele, é que a arrecadação ainda não atingiu a expectativa prevista.
Para agravar o problema, Raggio afirmou que o ministro da Saúde, Carlos Albuquerque, disse a ele pessoalmente que ainda não é possível liberae os R$ 2,5 milhões - presentes no projeto orçamentário da União para 96 - indicados especificamente para o HU. A emenda federal pedia uma verba de R$ 5,5 milhões, mas o governo Congresso Nacional só aprovou metade. O secretário lembrou que outra emenda federal, de aproximadamente R$ 11 milhões destinados a todos os hospitais do Estado, também não foi aprovada pelo Congresso.
Ele lembrou que a Secretaria de Saúde depende de arrecadação para poder dar prosseguimentos aos projetos no Estado. Nitis Jacon, reitora em exercício da UEL, continuava otimista apesar da falta de recursos dos governos do Estado e da União. É um projeto que está sendo apoiado inclusive pela vice-governadora do Estado, Emilia Belinati.
Por causa da superlotação das enfermarias, corredores apertados são disputados por pacientes que ocupam macas e estudantes de Medicina. Rachaduras nas paredes, problemas hidráulicos e desconforto dos pacientes estão entre os problemas do prédio, que tem 40 anos.
A falta de investimentos também deixa o hospital atrasado em relação à tecnologia disponível na área de saúde. O HU não dispõe de tomógrafo e de aparelho para angiografia digital, usado no estudo de doenças circulatórias.


