O Ministério da Saúde começou a implementar este mês uma nova sistemática de tratamento para pacientes com hemofilia tipo A. O novo medicamento é chamado de "fator recombinante" e deverá beneficiar de imediato 81 pessoas cadastradas no Hemocentro do Hospital Universitário de Londrina (HU), unidade considerada de referência para o tratamento e a pesquisa no Paraná. A equipe do Hemocentro HU já orientou pais e pacientes quanto ao uso da tecnologia e aguarda a chegada do medicamento para iniciar uma nova etapa no tratamento.
A médica especialista em Hematologia Pediátrica do Hemocentro, Tânia Anegawa, explica que usualmente usa-se um fator plasmático (derivado do sangue), o que implica em riscos de contaminação. Já a nova medicação é totalmente sintética, o que significa mais segurança para os pacientes.

No início deste mês, a equipe multidisciplinar do Hemocentro HU coordenou um treinamento direcionado aos pais das crianças com essa doença. O treinamento focou o uso da manipulação do fator recombinante. No mesmo dia os médicos do setor também orientaram pacientes e pais sobre os resultados esperados a partir do uso da nova medicação.
Apesar de o fator recombinante ainda não ter sido utilizado em Londrina, a mãe do pequeno Lorenzo já comemora. Cênia Mazaro vai a cada 15 dias ao Hemocentro HU buscar medicação para o filho que é hemofílico, tem três anos e meio de idade e começou o tratamento em outubro de 2011.
Lorenzo foi o primeiro paciente do Hemocentro de Londrina a receber o fator plasmático de maneira preventiva, ou seja, antes de se machucar. Ciente dos resultados da nova tecnologia, Cênia foi uma das que lutou pela chegada do fator recombinante ao Hemocentro do HU.
"Estamos muito felizes. É um sonho que se tornou real. Para conseguir o plasmático já foi superdifícil. Chegamos onde queríamos chegar: as nossas crianças vão ter o melhor tratamento, o mesmo existente nos países desenvolvidos", comemora.

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