HU interdita mais uma vez UTI e UCI Neonatal
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
A direção do Hospital Universitário de Londrina (HU) comunicou ontem a interdição das unidades de Terapia Intensiva (UTI) e Cuidados Intermediários (UCI) Neonatal em razão da constatação da presença da bactéria Acinetobacter spp em dois recém-nascidos internados.
A direção do hospital não concedeu entrevista à FOLHA mas informou, por meio da assessoria de imprensa, que a UCI está atendendo três bebês além da capacidade, totalizando 13 crianças. A superlotação seria o principal causador do surgimento da bactéria. Ao todo, a unidade pediátrica do HU tem capacidade para internar 17 crianças, sendo sete na UTI e dez na UCI.
Ainda segundo dados da assessoria de imprensa do hospital, a decisão pela interdição das unidades foi tomada na última segunda-feira, quando a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do HU tomou as providências necessárias para evitar o contágio em outros recém-nascidos e também para o controle da bactéria.
Entre as medidas estão a intensificação das normas de isolamento e cuidados técnicos para as equipes que atuam nos dois setores, como não internar recém-nascidos na UTI e UCI Neonatal enquanto persistir o problema, além do controle microbiológico periódico e o isolamento das crianças.
Desde o dia 27 de agosto, o HU só está atendendo gestantes até o quinto mês de gestação e portadoras de patologias ginecológicas.
Conforme informou a assessoria de imprensa, a direção do hospital preferiu aguardar uma nova leva de resultados antes de se pronunciar, na próxima segunda-feira, já que o número de bebês infectados pode aumentar nos próximos dias.
Esta é a terceira vez este ano que a UTI Neonatal do HU é interditada. Em fevereiro, pelo menos cinco recém-nascidos foram infectados por uma bactéria resistente, sendo que um deles morreu durante a internação. Por conta disso, a instituição deixou de realizar partos, agravando a superlotação em outros hospitais da cidade.
Um mês depois, a unidade de pediatria do hospital foi novamente interditada depois que o ambiente recebeu quatro recém-nascidos infectados com um outra bactéria.


