O Hospital Universitário (HU) de Londrina pretende dar início a campanhas de conscientização para a captação de córneas. O objetivo é abastecer o Banco de Olhos, credenciado pelo Ministério da Saúde, e que começa a funcionar na próxima segunda-feira, dia 18. A unidade londrinense é o segundo banco estatal especializado em transplante de córneas no Paraná - o primeiro fica em Curitiba.
De acordo com a superintendente do HU, Margarida Carvalho é preciso convencer a população da necessidade e da importância das doações. ''Queremos levar às pessoas que a doação de córnea é uma chance de prolongar a vida de quem doa, dando a oportunidade que outras pessoas voltem a enxergar'', defendeu. Nos últimos dez anos foram feitos 142 transplantes desse tipo pelo HU.
Atualmente, a fila de espera na macrorregião de Londrina é de 109 pacientes. Ao todo são 97 municípios - 21 de responsabilidade de Londrina, 22 em Jacarezinho, 21 em Cornélio Procópio, 17 em Ivaiporã e 16 de Apucarana.
A expectativa, segundo o coordenador do Banco de Olhos, Sérgio Pacheco, é que essa fila possa ser zerada assim que as córneas sejam recebidas pelo HU. ''A ideia é otimizar o serviço de captação de e zerar essa fila'', reafirmou.
O credenciamento do Banco de Olhos do HU autoriza o serviço a realizar captação, recebimento, processamento, disponibilização e transplante de tecidos oculares, sendo referência para todas as equipes parceiras - Centros Transplantadores, Centros Captadores, Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes e Comissões de Procura de Órgaos e Tecidos.
O novo serviço deverá contar com a parceria de Centros Captadores de Tecidos Oculares e Centros Transplantadores de Londrina, Cambé, Córnélio Procópio, Apucarana, Arapongas, Ibiporã, entre outros.
Pacheco explicou que o Banco de Olhos do HU deve funcionar primeiramente como um laboratório de manipulação de tecidos oculares. Ele avaliou ainda que os trabalhos serão melhorados assim que a equipe for ampliada. Hoje são 17 técnicos dos setores de laboratório, enfermagem, bioquímica, farmácia e secretaria, além de cinco médicos oftalmologistas. ''Temos uma equipe treinada para fazer o serviço de laboratório, mas o hospital pretende montar uma equipe de captação em cada cidade que tenha um centro na nossa região.''
O espaço onde funcionará o Banco de Olhos está pronto desde 2006 e entre sua construção e compra de equipamentos custou quase R$ 140 mil. A direção da instituição preferiu não comentar os motivos da unidade só iniciar seus trabalhos quase cinco anos após ser concluída.
A assistente social de Procura de Orgãos e Tecidos (Copot) em Londrina, Gláucia Celestino Reis, disse que as campanhas para ampliação no número de doadores se concentram em palestras em escolas, empresas, além de panfletagem e explicações sobre o processo em abordagens de rua. Essas iniciativas já vêm ocorrendo durante o ano e a ideia é fazer uma parceria com o Banco de Olhos.

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