HU inaugura UTI, mas faltam funcionários
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quarta-feira, 23 de abril de 2014
Viviani Costa<br>Reportagem local 
Londrina As novas instalações das unidades de Terapia Intensiva (UTI) e de Cuidados Intermediários (UCI) neonatais foram inauguradas na manhã de ontem no Hospital Universitário de Londrina. No entanto, os dois setores não vão operar com a capacidade máxima. Por causa da falta de funcionários, o número de leitos permanecerá o mesmo, sendo sete na UTI e dez na UCI.
De acordo com a reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Nádina Moreno, para ampliar os atendimentos e atingir o dobro da capacidade nos dois setores seria necessário contratar 97 profissionais. As vagas precisam ser criadas por meio da modificação da lei estadual nº15.050. "Espero que a curto prazo a gente consiga o número de servidores necessários. Há uma perspectiva que tenha uma frente parlamentar no nosso auxílio para que a lei seja aprovada rapidamente", destacou. A intenção é viabilizar a criação de 1,8 mil vagas para suprir a demanda dos próximos 20 anos. Segundo ela, as contratações seriam feitas de forma gradativa.
Mesmo com a falta de profissionais, a superintendente do HU, Margarida Carvalho, ressaltou que os bebês já atendidos nas duas unidades antigas poderão contar com as estruturas construídas de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde. "Vai melhorar a qualidade do atendimento das crianças que serão internadas. Era uma situação provisória que quase ficou definitiva. Foram quatro anos até a entrega desses espaços", reforçou. O custo total da obra foi de, aproximadamente, R$ 1,9 milhão, com recursos do MS e do HU.
Os bebês seriam transferidos para as novas unidades até o final da tarde de ontem. Conforme a médica coordenadora da Unidade Neonatal, Ligia Lopes Ferrari, algumas mudanças eram essenciais. "Era um espaço pequeno, sem a distância mínima entre os leitos, e agora nós vamos ter box em cada leito. A hora em que ele sai dessa fase dos cuidados intensivos, ele vai para a UCI com espaços adequados, com climatização, iluminação e redução de ruído", explicou. Os setores foram preparados para garantir o bem-estar dos bebês em desenvolvimento, principalmente os prematuros.
Reforma
Os novos leitos terão que ser credenciados junto ao Ministério da Saúde. Já as duas unidades antigas serão desativadas. Conforme Margarida, o local será reformado para abrigar o setor de Oncologia pediátrica. "Já temos recursos para fazer a adaptação estrutural", ressaltou. Ela não soube informar o montante que será investido, mas a previsão é que a reforma seja concluída até o final deste ano.
Fechado
A UEL ainda tenta resolver o problema da falta de funcionários em um outro setor, o da UTI 3 destinada aos adultos. O espaço com dez leitos foi entregue em abril de 2012. Após problemas jurídicos, a UEL deve realizar um novo teste seletivo para a contratação de seis médicos. O prazo para as inscrições termina no dia 5 de maio.
Até agora, seis médicos foram contratados e outros 69 profissionais foram nomeados pelo Governo do Estado. Eles atuam em outras áreas do hospital. Segundo a reitora da UEL, Nádina Moreno, as vagas para a UTI 3 já estão garantidas e não dependem da alteração da lei estadual. "Estamos vendo junto ao governo do Estado a possibilidade de ampliar o número de vagas de um concurso público já realizado para contratar esses seis médicos", concluiu.
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