HU fica fechado por 2 horas
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2002
Telma Elorza<br>Reportagem Local 
O Sindicato dos Servidores em Estabelecimentos de Saúde (Sinsaúde) e a Associação dos Servidores Técnicos-Administrativos da UEL (Assuel) voltaram atrás na decisão de fechar ontem, durante todo o dia, o campus e o Hospital Universitário (HU) em protesto contra a decisão do governo do Estado de não liberar o pagamento dos salários de fevereiro. Os dois sindicatos decidiram fazer apenas um protesto de advertência e paralisar por duas horas o atendimento no HU.
Uma assembléia hoje, às 13 horas, no anfiteatro do HU, deve decidir se os funcionários do hospital irão endurecer o movimento novamente, com a interrupção total do atendimento.
O protesto dos servidores começou logo pela manhã. Por volta das 6 horas, um grupo de manifestantes formou bloqueios nas entradas do campus, para divulgar a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que suspendeu todos os efeitos das ações contra os grevistas. O presidente da Assuel, Itamar Rodrigues Nascimento, explicava a todos os motoristas que passavam pelo local sobre a decisão do STJ e liberava os carros. Por volta das 10 horas, os servidores foram para o HU engrossar o movimento dos funcionários da saúde.
Segundo a presidente do Sinsaúde, Ana Maria Cruz, a decisão de interromper o atendimento no hospital por apenas duas horas foi tomada na noite de anteontem. Segundo ela, até às 10 horas, quando os portões foram fechados, o atendimento foi normal, embora a procura tenha sido pequena. Ela disse que apenas 70% dos funcionários estavam cumprindo a escala.
Segundo o diretor-clínico do HU, Sylvio Villari Filho, a possibilidade de um novo fechamento do hospital preocupa. Para ele, o impasse entre governo e grevistas precisa ser resolvido com o mais rápido possível. Atitudes como o bloqueio de salários só servem para deixar o movimento mais forte, avaliou.
Para Villari, a atitude do governo foi injusta, principalmente para quem está trabalhando. Antes da liminar que determinava que os funcionários do hospital reabrissem os portões, a média de atendimento dia era de 40-45 pessoas, com uma taxa de ocupação de leitos em torno dos 50%. Ontem (anteontem), o pronto-socorro atendeu 158 pacientes e a taxa de ocupação era de 84%. Isso significa que tem pessoal trabalhando e não é justo não receber o salário já que cumpriram o que foi determinado, apontou.
Villari conversou com Ana Maria à tarde e pediu que, se a categoria decidir voltar a fechar o hospital, que o faça apenas a partir de segunda-feira. O final de semana sempre foi o período mais complicado nos hospitais. Além disso, tenho que comunicar todos os órgãos responsáveis pela saúde da cidade e fica complicado na sexta-feira, explicou.


