O setor de hemodiálise do Hospital Universitário (HU) de Londrina, que passa por reformas, deverá estar atendendo novamente somente em junho. Segundo o diretor-clínico do hospital, Sylvio Villares Filho, as reformas, iniciadas em dezembro e previstas para terminar em março, levaram mais tempo porque as instalações são antigas. ‘‘Assim que começaram as obras, foram detectados vazamentos que obrigaram a direção a tomar providências não programadas’’, justificou.
O antigo setor de hemodiálise foi desativado por estar com os equipamentos ultrapassados e não estar cumprindo, na época, às exigências feitas pelo Ministério da Saúde. As novas instalações vão contar com nove máquinas para diálise (casos crônicos) e uma máquina para casos agudos, que vai atender principalmente a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Com o investimento de R$ 310 mil (R$ 160 mil do próprio HU e R$ 150 mil do Fundo Municipal de Saúde), o setor foi transformado em um dos mais modernos do Estado, com condições de atender até 28 pacientes por mês (cada paciente faz em média três sessões por semana).
Já a nova biblioteca setorial do Centro de Ciências da Saúde (CCS), construída junto ao HU, está com as novas instalações prontas, mas faltam equipamentos. Por isso, não há previsão de inauguração. ‘‘Estamos funcionando precariamente desde o último dia 5, mas não pretendemos inaugurar enquanto não recebermos todos os computadores, acesso ao banco de dados internacional e mobiliário da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia e Secretaria de Assuntos Estratégicos’’, afirmou Pedro Gordan, diretor do CCS.
Segundo Gordan, a nova biblioteca foi construída com o objetivo de ser um centro de informação médica para todos os profissionais da área da saúde no Paraná, e para isso deverá estar conectada com a Intranet-PR, uma rede que interliga todas as instituições de ensino superior do Estado. A modernização da biblioteca foi necessária para atender aos novos currículos dos cursos de medicina e enfermagem.
O médico justificou a decisão de não inaugurar o espaço de forma precária com um trocadilho: ‘‘Queremos ser uma biblioteca virtual, e não uma virtual biblioteca’’. A construção foi feita com recursos do próprio HU e teve início nos primeiros meses do ano passado, ocupando uma área de 1.462 metros quadrados. Enquanto os equipamentos de informática não chegam, o andar superior do prédio foi cedido ao setor administrativo do HU, que deve ficar instalado ali pelos próximos seis meses.

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