HU dominou debate com candidatos a reitor da UEL
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quinta-feira, 11 de abril de 2002
Chiara PapaliReportagem Local 
O primeiro debate público com os candidatos a reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), realizado ontem, no Hospital Universitário (HU), mostrou principalmente as preocupações dos funcionários da entidade. Desmembramento do HU da UEL, horas-extras, defesa da data-base, férias de 45 dias, descanso semanal remunerado e repasse de 10% do faturamento do hospital para a universidade foram os principais assuntos abordados nas perguntas da platéia.
O candidatos a reitor e vice Lygia Pupatto e Eduardo Di Mauro, da chapa Você faz a diferença; Carlos Roberto Appoloni e Maria Júlia Giannasi, da chapa Universidade de Verdade; e César Caggiano Santos e Ésio de Pádua Fonseca, da chapa É tempo de UEL, também apresentaram suas principais propostas. Os candidatos consideraram o debate uma oportunidade para expor e confrontar suas idéias.
O desmembrando do HU da UEL é uma proposta polêmica, que vem sendo debatida há vários anos. A idéia foi citada pelo governo do Estado, no projeto de autonomia das universidades, enviado à Assembléia Legislativa. Lygia Pupatto acredita que uma ampla discussão deve definir o desmembramento entre HU e UEL, levando em conta seu objetivo de hospital-escola e a sua importância na prestação de serviços à comunidade. Remuneração adicional e convênios são soluções parciais para o sobrecarga no trabalho dos profissionais, disse. Ela também defendeu o pagamento das horas-extras dos funcionários, desde que feitas com critérios.
Appoloni não é favorável à proposta de desmembramento da maneira como foi colocada pelo governo estadual. Esse assunto precisa ser discutido amplamente, com análise das repercussões acadêmicas e administrativas, disse. Ele concorda com o repasse de 10% à UEL, mas considera que pode ser aprimorado. Ele também acredita que a UEL pode participar do aperfeiçoamento de um outro modelo de avaliação, que não o Provão.
Caggiano defendeu reforma administrativa para estabelecer critérios para as funções gratificadas e cargos comissionados. Sobre o repasse de 10% do faturamento do HU para a UEL, Caggiano defende que se continuar ocorrendo, deve haver total transparência para que a comunidade saiba onde o recurso está sendo aplicado. Um dos objetivos de Caggiano também é incentivar a participação da comunidade universitária na administração da UEL.
A eleição acontece no dia 24 de abril, em primeiro turno e, caso seja necessário, haverá segundo turno no dia 14 de maio. Os eleitos cumprirão mandato de quatro anos, a partir de 10 de junho de 2002. Podem votar professores, alunos e funcionários. Cada categoria tem 1/3 de peso eleitoral.
O reitor Pedro Gordan está no cargo desde agosto do ano passado, quando o ex-reitor Jackson Proença Testa foi exonerado, acusado de praticar irregularidades. A eleição para reitor deveria ter ocorrido em 2001, mas foi adiada por causa da greve dos professores e servidores das universidades estaduais, que durou 169 dias.


