HU de Maringá retoma cirurgias de redução de estômago
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quinta-feira, 14 de junho de 2007
Giancarlo Franquini<BR>Especial para a Folha 
Maringá- O Hospital Universitário de Maringá (HU) voltará a realizar operações de redução de estômago. Pacientes que esperam há anos para fazer a cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) agora terão novamente a oportunidade de fazer o procedimento gratuitamente. A intenção da direção do hospital é realizar pelo menos uma operação por semana. Hoje, existe em Maringá uma lista de espera com 359 pessoas. A previsão é que os procedimentos sejam iniciados ainda neste mês.
Esse tipo de cirurgia começou a ser feita no HU em 1999, mas foi interrompida por diversas vezes. Em 2003, a situação se agravou com a abertura do ambulatório e desde então esse tipo de operação praticamente não foi realizada na cidade. Hoje, esse procedimento só pode ser feito pelo SUS nas cidades de Curitiba, Londrina e Maringá.
Para retomar as cirurgias, o setor de assistência social do HU está procurando pacientes que se cadastraram entre os anos de 1999 e 2000. Até hoje, 143 pessoas já realizaram a operação de redução do estômago no HU. De acordo com a assistente social do hospital, Miriam Fernandes Martins, muitas dessas pessoas mudaram de endereço e telefone, por isso está sendo difícil localizar todos para fazer um novo cadastro.
''Temos perto de 100 pacientes que ainda não foram encontrados. É importante que essas pessoas procurem o HU, porque existe agora uma lista única no município e elas podem perder a chance de fazer a operação'', ressalta a assistente.
Com o retorno dos procedimentos, a expectativa é que a fila diminua, como informa o médico, Daoud Nasser, responsável pelas operações. Ele lembra que o fato das cirurgias voltarem a ser feitas pelo SUS é um grande passo, porque os pacientes sem condições financeiras de realizar a operação passam por sérios problemas de saúde e sociais.
''É difícil acabar com a fila de espera, porque o problema da obesidade tem aumentado a cada dia. Mesmo assim, queremos manter um ritmo de cirurgias para evitar um acúmulo ainda maior. Além de Maringá, há pacientes da região e temos que lembrar que a obesidade acarreta em uma série de outros problemas de saúde'', observa.
Nasser explica que a cirurgia de obesidade é o último recurso para resolver o problema e mesmo antes de ser operada, a pessoa precisa preencher uma série de requisitos e exigências. ''Não basta fazer a operação para resolver o problema, é preciso todo um acompanhamento para que o paciente não volte a ganhar peso. Antes mesmo da cirurgia ele precisa começar a emagrecer'', informa.
Já o secretário de Saúde de Maringá, Antonio Carlos Nardi, disse que existe uma preocupação no município para tentar diminuir a fila de espera para a cirurgia. Ele lembra que os casos de obesidade mórbida têm aumentado consideravelmente e dar continuidade às cirurgias é uma forma de resolver o problema.


