HU de Maringá chama Polícia Militar para impedir agressões
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sábado, 27 de fevereiro de 1999
Marcos Zanatta 
O Hospital Universitário de Maringá é o único que atende pacientes do SUS para cirurgia ambulatorial e também o único que presta pronto atendimento nos finais de semana e feriados, ou fora do horário comercial. O plantão do pronto socorro foi acertado com os demais hospitais credenciados ao SUS depois de muita luta, há cerca de dois anos, mas não aliviou as condições do HU. Apenas em janeiro passado o hospital da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que tem apenas 66 leitos, atendeu 7.699 pacientes. A média é de 8 mil pacientes por mês, mas esse número pode chegar a 10 mil.
A sobrecarga maior se deve à falta de estrutura nos 28 municípios que fazem parte da região de Maringá. São cerca de 1 milhão de habitantes. Apesar da lotação do hospital, o HU atende pacientes de outras regiões. O problema maior, segundo a diretora administrativa do HU, Angela Maria Pierami, está no pronto atendimento. Nos dias de semana, quando o hospital da UEM faz o serviço sozinho das 19 às 7 horas, são atendidas em média 200 pessoas por noite. O que preocupa são os finais de semana, diz ela. Aos sábados, domingos e feriados, o HU chega a atender até 450 pacientes por dia.
Na última semana a direção do HU foi obrigada a acionar a Polícia Militar, cobrando a presença de policiais também nos plantões de sábados e domingos. Um policial sempre acompanha o plantão de segunda a sexta, mas as ameaças contra recepcionistas, atendentes e até medicos se concentram nos finais de semana, quando o movimento dobra. As agressões, segundo Angela Maria, partem sempre de familiares dos pacientes. O que falta é retaguarda. Hoje os municípios só investem em ambulâncias para mandar os pacientes para cá, diz uma funcionária do HU de Maringá, que pediu para não ser identificada.
A falta de estrutura física deve ser em parte resolvida até o final do ano. Uma licitação que está sendo preparada deve liberar R$ 1,5 milhão do Banco Mundial, a fundo perdido, para a ampliação do hospital. A prioridade será a construção de uma nova ala para o pronto socorro e das UTIs definitivas para adultos e crianças. A construção da Maternidade Municipal de Maringá, investimento de R$ 6 milhões que deve estar concluído até o final do ano, também deve aliviar o movimento do HU.


