Cascavel A direção do Hospital Universitário (HU) de Cascavel busca uma solução para o setor de obstetrícia, que anteontem deixou de internar gestantes por 24 horas por causa de superlotação. O atendimento só foi normalizado após intervenção do promotor Angelo Ferreira, que convocou uma reunião de emergência com a direção do hospital.
Na próxima semana, haverá uma reunião entre o diretor-geral, José Fernando Carvalho Martins, o diretor-clínico Sérgio Luís Bader e o reitor da Universidade Estadual do Oeste (Unioeste), Wilson Iscuissatti. Bader ressalta que a questão só pode ser solucionada com a contratação de funcionários, ativação de leitos e ampliação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal.
O diretor-clínico explica que o maior problema do setor é o parto de alto risco, como o prematuro, que necessita de UTI neonatal. Atualmente, o HU dispõe de quatro leitos no setor, mas trabalha com seis. Há outros dez leitos prontos de UTI neonatal, aguardando a contratação de funcionários e o credenciamento de alta complexidade junto ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Bader informa que o hospital faz mensalmente 300 partos, de pacientes de Cascavel e municípios da região, sendo que em janeiro foram 329 procedimentos. A maternidade dispõe de 25 leitos e no Centro Obstétrico, onde as pacientes são internadas antes do parto, há nove leitos.
O promotor Ferreira adiantou que irá cobrar da reitoria da Unioeste a contratação de novos funcionários. Ele promete tomar medidas judiciais caso o problema não seja resolvido. ''É possível fazer a contratação de funcionários em caso de emergência e não vejo nada mais emergencial, substancial e social do que a saúde'', conclui.

mockup