A direção do Hospital Universitário começou a cortar 180 eucaliptos, a maioria plantada há mais de 30 anos, no terreno próximo à entrada do HU. A derrubada das árvores exóticas, da espécie ‘‘essência plantada’’, foi justificada pelo projeto de ampliação da área de estacionamento. Outro motivo para a derrubada dos eucaliptos, segundo a direção administrativa do HU, são os problemas causados pelas folhas que causam entupimento das calhas do prédio do hospital e também danos aos edifícios vizinhos. A autorização, segundo a diretoria, foi dada pela Autarquia Municipal de Ambiente (AMA), mas o órgão nega a informação (leia matéria nesta página).
Também contribuiu para o pedido de corte o fato de que as árvores estão próximas à rede de alta tensão. ‘‘Se uma árvore dessas com cerca de 40 metros de altura cai, pode danificar o hospital, além do risco de atingir a fiação elétrica’’, disse o diretor administrativo do HU, Lelbe Luiz Francisconi. Ele observa que várias árvores mortas já foram retiradas e que é comum a queda de galhos, colocando em risco a segurança das pessoas que passam pelo local.
Francisconi explica que as árvores não são nativas. ‘‘As espécies plantadas aqui são exóticas.’’ Ele informa que no terreno do HU há cerca de 300 árvores, perto de 100 frutíferas. Quase 200 foram plantadas em 1992, quando 12 árvores foram removidas da área onde foi construído o estacionamento.
Conforme Francisconi, há a necessidade de ampliar espaço para abrigar os veículos, já que o estacionamento localizado nos fundos do anfiteatro será interditado para a construção de uma biblioteca e de salas de aula. Ainda estão sendo executados projetos complementares.
Com a retirada dos eucaliptos, a direção do HU pretende ampliar as vagas para carros, passando das atuais 152 para 216. O projeto, que deve estar pronto em 30 dias, prevê a construção de bancos com cobertura para uso dos pacientes e visitantes. O chefe de serviços gerais do HU, Diógenes Vivan, informa que serão plantadas árvores nos espaços entre as vagas. A espécie ainda não foi definida.
O diretor administrativo do HU comenta que parte da área onde estão plantados os 180 eucaliptos deverá ser desapropriada para a duplicação da avenida Robert Koch. As duas pistas da avenida, no sentido aeroporto-conjunto Ernani Moura Lima, ‘‘morrem’’ no muro do HU. Francisconi disse que ainda não está acertado, mas o estacionamento a ser construído no local será feito com pedriscos ou paralelepípedo.
O madeireiro José dos Santos Filho iniciou no último final de semana o corte de três eucaliptos próximos à entrada do HU. Na semana passada, ele derrubou quatro árvores da mesma espécie, plantadas em frente ao terreno do hospital, ao lado do pronto-socorro. Segundo a direção administrativa do HU, o trabalho com a moto-serra e as horas passadas em cima dos eucaliptos serão pagas em espécie. ‘‘Ele vai ficar com a madeira’’, disse o diretor administrativo do hospital, Lelbe Luiz Francisconi.
Francisconi informou que, apesar de os eucaliptos não pertencerem ao HU, por estarem do lado de fora do terreno e sendo, portanto, de propriedade do município, o hospital decidiu pedir autorização da Autarquia do Meio Ambiente (AMA) para removê-los por causa das frequentes quedas de galhos. Outro problema: as árvores ficam próximas à casa de força e, caso parte delas atingisse o setor, o hospital ficaria sem energia.
Para a derrubada das árvores - plantadas na década de 50, quando funcionava no local o sanatório Noel Nutels -, o trecho da avenida Robert Koch, que passa em frente o hospital, precisou ser interditado. O tráfego de veículos está sendo desviado pelas ruas próximas. O quiosque de salgadinhos, próximo aos eucaliptos, também teve que ficar fechado no final de semana, quando houve desligamento da rede de energia no local. Francisconi não soube precisar quando estará concluído o corte das árvores.

mockup