Enquanto investe milhões na construção da Ala de Queimados, o Hospital Universitário (HU) de Londrina recebe em média mais de uma vítima de queimadura a cada dois dias. O número abrange todos os atendidos pelo pronto-socorro da instituição, independemente da gravidade e necessidade de tratamento especializado. Os dados estatísticos foram repassados pelo próprio hospital.
De janeiro a agosto, o PS recebeu 133 vítimas de queimaduras. A grande maioria recebe apenas atendimento emergencial e é liberada. Nos casos mais graves, no entanto, a Central de Vagas é acionada para viabilizar a transferência para um centro especializado. O único no Paraná é no Hospital Evangélico de Curitiba.
Um caso de gravidade é o da dona de casa Adinalva Lima da Costa, que morreu anteontem aos 42 anos antes de ter vaga garantida para transferência. Ela estava na UTI do HU com 70% do corpo queimado.
No ano passado, foram 250 casos atendidos no PS do HU. Além dos incidentes menos graves, como queimaduras provocadas por leite quente derramado, são registrados ferimentos por fogos de artifício, óleo de cozinha, entre outros.
A gerente de unidades de saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Rosângela Libanori, explicou que o número médio de pacientes que precisam de atendimento especializado é de 10 a 14 por ano. ''As queimaduras leves são atendidas nas Unidades Básicas de Saúde, sem a necessidade de centro especializado com cirurgião plástico e funcionários com capacitação adequada.''
A Ala de Queimados do HU, cujo custo de construção e compra de equipamentos é de R$ 4 milhões, está com previsão de entrega para janeiro de 2006.

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