Depois de sete meses de espera, entram em funcionamento segunda-feira os seis leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal no Hospital Universitário de Maringá. A UTI Neonatal vai atender crianças de zero a 28 dias que necessitam de cuidados especiais. A demora para o funcionamento dos leitos foi devido a falta de médicos pediatras interessados em trabalhar no HU. O hospital precisou fazer três concursos públicos para reunir a equipe de profissionais especializados que vão atender na unidade.
Mesmo assim, o superintendente do HU, Paulo Roberto Donadio, encaminhou ofício à 15ª Regional de Saúde e aos hospitais da região pedindo para que o encaminhamento de pacientes da região só seja feito através de consultas prévias na Central de Leitos de Maringá.
Ele teme que o funcionamento da UTI possa atrair demanda maior de pacientes do que a capacidade real de atendimento. ‘‘Os seis leitos não vão resolver o problema de toda região, porque hoje o próprio HU que faz partos conta com crianças que precisam da UTI Neonatal’’, disse. Segundo ele, se houver demanda maior, o HU voltará a ter problemas de falta de leitos.
‘‘Antes de encaminhar as crianças para os leitos da UTI Neonatal, é preciso que os médicos consultem a Central de Leitos e façam um contato direto com os médicos do HU para expor o problema da criança’’, explicou Donadio. A equipe especializada do hospital é formada por dois médicos especialistas em UTI neonatal, 10 neonatologistas, 14 enfermeiras, 14 auxiliares de enfermagem, quatro auxiliares de lactário, dois assistentes administrativos e duas serventes.
O salário do médico pediatra é de cerca de R$ 1.500,00 incluindo adicionais para plantões de 20 horas semanais. Os profissionais receberam treinamento especializado no HU de Londrina e no Hospital de Clínicas, em Curitiba. Em Maringá, apenas a Santa Casa tem UTI pediátrica que atende criança de zero a 14 anos de idade.

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