HRC pode virar hospital universitário este ano
HRC pode virar hospital
universitário este ano
Paulo Pegoraro
O Hospital Regional de Cascavel (HRC) deverá ser transformado em hospital universitário ainda este ano para atender ao curso de medicina da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). O curso foi iniciado há dois anos. Com a transformação, o HRC receberá mais recursos e poderá ampliar o atendimento, inclusive ambulatorial que não é sua função mas é feito por concessão do corpo clínico.
Diariamente, cerca de 300 pessoas de toda a região chegam ao HRC procurando consultas, e não aceitam a explicação de que este tipo de atendimento deve ser obtido em postos municipais de saúde. A diretora-geral do HRC, Lilimar Mori, estará reunida hoje em Curitiba com o secretário da Saúde, Armando Raggio, para relatar a situação do estabelecimento.
A diretora e o secretário também discutirão detalhes da transformação do estabelecimento em hospital universitário. Segundo Lilimar Mori, o governo enviará nas próximas semanas à Assembléia Legislativa projeto de lei com esta finalidade. Cumprindo a função de ensino, haverá acréscimo de 75% na remuneração do Sistema Único de Saúde (SUS). Com esta fonte são obtidos mensalmente R$ 200 mil. Como praticamente não há receita de atendimento particular, a Secretaria de Saúde cobre a maior parte do custo do HRC, de R$ 700 mil mensais.
Segundo Lilimar Mori, a oficialização do serviço ambulatorial depende diretamente da transformação do hospital em universitário, porque os acadêmicos da Unioeste assumirão tarefas que vão liberar médicos e enfermeiras para atendimento além do pronto-socorro. A Unioeste tem 39 alunos no segundo ano do curso de medicina e, nas próximas etapas do currículo, eles terão aulas práticas em hospital, por isso a questão deve estar definida ainda este ano.
O PS deve ser desvinculado do setor ambulatorial, fisicamente e em termos de recursos humanos. A criação do Sistema Integrado de Atendimento a Trauma e Emergência (Siate) também exige esta mudança, porque o HRC será o principal recebedor de acidentados. Os coordenadores do Siate alertaram que isso não será possível nas condições atuais, porque os médicos acabam absorvidos em consultas e o espaço físico do PS é tomado pelas pessoas em busca de atendimento ambulatorial.





