HRC pensa em
terceirizar uso
do equipamento
O vereador Aderbal de Mello afirma suspeitar que a ociosidade do equipamento de radioterapia pode ser ‘‘proposital, para criar clima para ser entregue à iniciativa privada’’. O diretor geral do HRC, Marcos Horikawa, rebate a acusação. Porém, declara que esta pode ser mesmo a melhor opção.
A Secretaria Estadual de Saúde estuda proposta de uma clínica de oncologia de Cascavel, que quer 80% do ‘‘lucro líquido’’ para operar o equipamento. Horikawa alega que, pela proposta, o hospital não teria despesas com pessoal, equipamentos e manutenção. A clínica também se propõe a substituir a pastilha radioativa.
O argumento não convence Mello. ‘‘O contrato proposto pode não ser nada interessante para o hospital e principalmente para doentes que não podem pagar’’, observa ele. O vereador calcula que o serviço pode gerar mensalmente um faturamento de R$ 80 mil. Diante da polêmica, o Estado pode optar por uma licitação pública para terceirizar o uso do equipamento.

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