'Houve queda de doações'

A central de vagas do Centro POP encaminha pessoas em situação de rua para três instituições de Londrina e uma delas é o Serviço de Obras Sociais de Londrina (SOS Londrina). Entre as pessoas acolhidas está o sapateiro Rubens Arcanjo dos Santos, de 67 anos, que acabou nas ruas depois de uma briga com a família. "Quando o serviço social me abordou eu estava desnutrido. Eles me encaminharam para a UPA. Depois eu vim aqui para o SOS", relembra.
Questionado sobre a sensação a dormir em uma cama novamente, ele disse que estava com saudades. "Fui muito bem recebido. A comida é boa, e eu agradeço todo o pessoal daqui. Eu não esperava encontrar um ambiente assim", destaca.
Em média as pessoas ficam em torno de 6 a 8 meses, mas em alguns casos esse prazo pode ser estendido. O SOS atende apenas adultos do sexo masculino. A assistente social do SOS, Marilza Cardoso Yoshinaga, relata que nessa época de frio a entidade precisa de muitos alimentos, roupas de frio e calçados, além de kits de higiene. "Com a crise houve queda de arrecadação de doações e como só atendemos homens, é mais complicado, porque os homens em geral doam menos de roupa", destaca.
Marilza explica que o SOS atende 21 pessoas integralmente e 15 casos são atendimentos parciais. "Os atendimentos parciais são voltados a pessoas que já passaram pelo SOS e que hoje vivem em pensionatos ou casas, mas que ainda dependem da doação de alimentos, roupas e atendimento psicossocial, mas que já estão em uma fase de vida mais independente", informa.
Marilza ressalta que os recursos para a aquisição de vales-transporte para que os internos possam ir a entrevistas de emprego ou atendimentos médicos depende de doações e de promoções, como o bazar que será realizado no dia 12 de maio, das 12 às 18 horas, na sede do SOS (Rua Jaguaribe, 350- Vila Nova). (V.O.)
SERVIÇO
Mais informações sobre o SOS Londrina pelo fone (43) 3024-1085





