Foi em 1876 que o norte-americano Alexander Graham Bell realizou pela primeira vez uma transmissão inteligível de voz. Estava inventado oficialmente o telefone. No Brasil, o aparelho chegou por decreto, no dia 21 de abril de 1883.
No correr do tempo, o aparelho diminuiu de tamanho, perdeu fios, ganhou versão móvel...
No cotidiano do jornalismo, por exemplo, o telefone é arma essencial. É tão imprescindível quanto a caneta ou o gravador. Na medicina o telefone possibilitou, entre outras coisas, a realização de eletrocardiogramas a distância. Foi também o telefone que viabilizou a criação de uma rede de comunicação mundial.
Mas ainda assim, a tecnologia continua deixando muita gente na mão. Não porque não dispõem de recursos para arcar com a aquisição da linha ou com a conta que, diga-se de passagem, não é das mais acessíveis. É, sim, pela qualidade do serviço prestado.
Ontem à tarde, estava difícil conseguir sucesso ao tentar falar com a central de auxílio à lista telefônica em Curitiba. Discando 0XX41-121, uma atendente eletrônica, programada para não ouvir os impropérios dos usuários, informava numa voz doce e simpática: ''houve engano em sua ligação. Por favor, consulte a lista telefônica''.
Seria até compreensível, se esse não fosse justamente o número disponibilizado pela companhia para consultas de números telefônicos que estão fora da praça de origem da ligação. E ontem não foi o único dia em que ocorreram transtornos. Nas primeiras semanas de agosto o serviço de telefone fixo também deixou muitos usuários insatisfeitos.
Cento e vinte e cinco anos após ter criado o telefone, Graham Bell provavelmente se sentiria orgulhoso e satisfeito com as aplicações que o aparelho telefônico foi agregando ao longo do tempo. Mas, certamente, também iria se sentir ludibriado se fosse atendido por uma máquina indicando que ele havia se enganado quando tentou pedir auxílio à empresa telefônica.

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