O protesto de hoteleiros e donos de restaurantes em Foz, domingo à noite, teve adesão de 80% do trade turístico, segundo avaliação do empresário Xenofontes Villanueva, coordenador do movimento. Durante uma hora, hotéis, bares e restaurantes atenderam clientes à luz de velas.
A mobilização dos hoteleiros supreendeu a expectativa e pegou turistas de supresa. Eles protestam contra a baixa ocupação, que no passado não conseguiu passar a barreira de 38% dos 26 mil leitos dos hoteis instalados na cidade, e contra a carga tributaria que incide sobre o setor.
Entre 20 e 21 horas, funcionários e donos de hotéis e restaurantes usaram faixas pretas na manga das camisas simbolizando luto no setor. Uma carreata reuniu mais de 250 ônibus e kombis de turismo, todos com luz baixa e pisca-pisca ligados.
Em 92, os hotéis de Foz empregavam 14 mil trabalhadores e ainda geravam 58 mil empregos indiretos. Hoje, com a crise, apenas 5 mil pessoas trabalham no turismo receptivo e geram apenas 22 mil empregos indiretos.
O movimento, que atingiu desde pensões simples a hotéis de luxo, serviu para chamar a atenção das autoridades para a crise no setor. A situação se agravou desde o ano retrasado, quando o governo baixou a cota de compras no Paraguai. ‘‘O empresariado demonostrou, através da adesão, que a cidade precisa de medidas urgentes’’, disse Antônio Hernades Gonzales Junior, dono do Hotel Foz do Iguaçu e um dos organizadores do protesto.
Os hoteleiros enviaram um documento ao prefeito ao Harry Daijó (PPB) onde pedem uma tolerância para os atrasos nos compromissos fiscais, e isenções das taxas de esgoto e do ICMS de energia elétrica que reduz em 25% as contas, além de moratória para impostos. Daijó ficou encarregado de enviar o documento ao governador Jaime Lerner (PDT) e para Empresa Brasileira de Turismo (Embratur).
Os hoteleiros pedem também que o setor seja enquadrado na Alíquota de Consumo de Energia na Indústria que é 50% mais barata. O presidente da Foz do Iguaçu Turismo Ltda, a Foztur, Miguel Sória, manifestou preocupação com a crise e defendeu uma renegociação com companhias aéreas para baratear o custo das viagens, o que resultaria na ampliação do fluxo turístico.

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