A coleta do lixo orgânico produzido por um hotel localizado na Área Central de Londrina está provocando polêmica entre a gerência do estabelecimento e a administração municipal. Por produzir quantidade superior ao limite diário de 100 litros, a empresa é caracterizada como ''grande gerador'' e não teria direito de receber a coleta pública. O representante da firma reclama que, apesar de pagar taxa para a prefeitura, seria obrigado a contratar serviço particular.
Hoje, o hotel está gastando R$ 70,00 por semana para ter o recolhimento feito por uma empresa de caçambas. Para o gerente Helder Tomaz Ferreira, a cobrança é ''injusta'', já que a empresa paga mensalmente três carnês de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), nos quais constam taxas de coleta de lixo. ''O período depois da Exposição (Agropecuária) e da Movelpar é fraco para o setor. A baixa ocupação deve persistir até agosto, quando acabam as férias. A prefeitura está sendo insensível com a situação'', queixou-se Ferreira.
O técnico responsável pelo aterro sanitário de Londrina, Elsone José Delavi, explicou que a legislação municipal determina o limite de recolhimento de 100 litros diários. ''A lei visa o princípio de justiça, para que um munícipe não pague por uma empresa que produz bastante lixo e gere lucro'', explicou. Os grandes geradores, no entanto, podem solicitar junto ao setor de arrecadação da prefeitura o cancelamento da cobrança da taxa de coleta pública.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) está realizando um estudo para identificar os grandes geradores de lixo da cidade. As empresas enquadradas serão notificadas e terão prazo para contratarem coleta particular. A reportagem entrou em contato com a Fossil Engenharia Ambiental, que faz a coleta de lixo na cidade, mas o responsável pelo setor não retornou a ligação.

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