Hotéis estão totalmente vazios
Hotéis estão totalmente vazios
Lúcio Flávio Moura
O protesto dos paraguaios na Ponte da Amizade agravou a crise dos hóteis em Foz do Iguaçu. A rede hoteleira da cidade, que já registrava um baixíssimo nivel de ocupação depois do início, na quarta-feira, da megaoperação de combate ao contrabando, convive agora com a taxa de ocupação zero. Alguns clientes chegariam na segunda-feira, mesmo sabendo do rigor da fiscalização. Com a ponte fechada acabaram cancelando as reservas, revela a gerente do Hotel Bogari, no centro da cidade. O hotel, que recebe uma média de 70 sacoleiros por dia, estava sem nenhum hóspede ontem à tarde.
O Hotel Sun, também no centro, recebe uma média de seis excursões semanais de sacoleiros. Desde quarta, o movimento vem caindo. Na tarde de ontem, o hotel atendia a um único cliente. Os sacoleiros não param de ligar para saber sobre como está a situação da ponte. Será um início de semana muito difícil, disse um funcionário do hotel.
Com 52 quartos, todos desocupados, o Moura Hotel trabalha com a possibilidade de passar alguns dias sem atender ninguém. Darci Marques, que trabalha em hotéis há quase 20 anos, não sabe quais as consequências da situação. Eu nunca vi isto na minha vida, desabafa.





